Greve prossegue após assembleia decisiva
Os profissionais da educação de Minas Gerais se reuniram em assembleia na última quarta-feira (11), no pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, e optaram por manter a greve iniciada no dia 4 de outubro. O movimento, que envolve uma ampla gama de trabalhadores e trabalhadoras da educação, reivindica uma reposição de 41,83% nas perdas salariais acumuladas durante o governo de Romeu Zema.
Além dessa demanda central, os educadores também apresentaram uma série de outras reivindicações que fazem parte da pauta da Campanha Salarial Educacional 2026. Segundo os representantes da categoria, é essencial discutir e avançar em propostas que garantam não apenas a valorização salarial, mas também melhorias nas condições de trabalho e na qualidade da educação oferecida.
Calendário de Mobilizações
Nesta mesma assembleia, o Comando Estadual de Greve aprovou um calendário de lutas que inclui diversas ações programadas. Entre os principais eventos, destaca-se o Dia D em Defesa da Educação, com atividades de denúncia organizadas pelo Comando de Greve, programadas para o dia 13 de outubro. Além disso, haverá um ato público em Belo Horizonte no dia 16 e uma audiência pública sobre a Campanha Salarial Educacional 2026 no dia 17. Uma nova assembleia da categoria está agendada para o dia 18 de outubro, onde deverá ser avaliado o andamento das negociações e possíveis novas deliberações.
Pauta da Campanha Salarial
A pauta da Campanha Salarial 2026 contempla a aplicação imediata do reajuste de 41,83%, que corresponde às perdas de 2019 a 2025. Os trabalhadores também demandam que o ajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, datada de 30 de janeiro de 2026, seja aplicado ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. A intenção é garantir que todos os profissionais, incluindo contratados e aposentados que não possuem paridade, sejam beneficiados com os efeitos retroativos a janeiro de 2026.
Outra reivindicação importante é a efetivação do pagamento imediato e corrigido de todas as verbas que foram retidas ao longo do tempo. Além disso, a categoria solicita que as promoções por escolaridade sejam concedidas já no mês seguinte à comprovação da titulação necessária pelos profissionais da educação, sempre que este for protocolado corretamente.
Contraposição à Terceirização
Em meio a essas reivindicações, o Sind-UTE/MG também manifesta preocupação com as ações do governo que visam privatizar a educação pública. Entre as demandas, está a suspensão e revogação dos processos de privatização e terceirização, especialmente em relação ao leilão de 95 escolas estaduais, que está programado para ocorrer no próximo dia 25, na B3, em São Paulo. Para os educadores, a privatização da educação não é a solução e pode comprometer a qualidade do ensino no estado.
Os profissionais da educação de Minas Gerais seguem unidos na luta por melhorias e valorização, defendendo que as reivindicações atendam às suas necessidades e garantam uma educação pública de qualidade para todos os estudantes.
