Inovação e Sustentabilidade no Setor Vinícola
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está à frente do projeto StrengthS4WineChaiN, que visa promover a inovação e a sustentabilidade na viticultura da Região Norte. Com início programado para janeiro de 2025 e duração de três anos, a iniciativa conta com um financiamento de aproximadamente 2,7 milhões de euros.
O projeto é coordenado pela UTAD, por meio do seu Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), e envolve também a colaboração da Universidade do Minho e da Universidade do Porto. A proposta busca desenvolver soluções científicas e tecnológicas que possam aumentar a resiliência do setor vitivinícola diante das mudanças climáticas e da crescente pressão sobre os recursos naturais.
Dentre os objetivos do StrengthS4WineChaiN, destacam-se a adaptação da viticultura a condições climáticas extremas, a otimização do uso da água e a valorização de subprodutos da vinha e do vinho. Essas ações visam não apenas garantir a sustentabilidade econômica do setor, mas também contribuir para a preservação ambiental.
A abrangência da iniciativa vai além da produção, englobando toda a cadeia de valor, desde a transformação até a comercialização dos vinhos. Um dos focos será a transferência de conhecimento entre a academia e o setor empresarial, promovendo uma aproximação entre a ciência e a prática produtiva.
Segundo um dos pesquisadores envolvidos, que preferiu não se identificar, “o projeto representa uma oportunidade única de alinharmos as necessidades do setor com as inovações tecnológicas que podem auxiliar na superação dos desafios atuais”. Isso é especialmente relevante em um cenário onde as alterações climáticas têm impactado diretamente a produção agrícola e vitivinícola, exigindo soluções eficazes e urgentes.
Além disso, a iniciativa é uma resposta à demanda crescente por práticas agrícolas mais sustentáveis, alinhando-se com as expectativas dos consumidores por produtos que respeitem o meio ambiente. O StrengthS4WineChaiN promete, assim, posicionar a Região Norte como referência em sustentabilidade no setor vinícola, potencializando a imagem dos vinhos portugueses no mercado internacional.
