O Crescimento do Tabagismo Entre adolescentes
Durante um intervalo no colégio, Maria*, uma adolescente de 15 anos, decidiu experimentar um cigarro de palha pela primeira vez. Essa escolha não era isolada; seu grupo de amigas já havia adotado o hábito, especialmente nas pausas para o almoço. Naquele momento, Maria acreditava que poderia parar de fumar a qualquer hora, mas, com o passar do tempo, a realidade foi diferente. Após o cigarro de palha, ela começou a usar o cigarro eletrônico. Essa história é semelhante à de 30% dos adolescentes em Minas Gerais, de acordo com a Pesquisa Nacional de saúde do Escolar (PeNSE). Os especialistas ressaltam que o uso de cigarros e vapes passou a ser visto como algo socialmente aceitável, com riscos à saúde que aumentam durante a adolescência, período em que o sistema nervoso ainda está em desenvolvimento.
O estudo realizado pelo Ministério da Educação em colaboração com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no fim de março de 2024, separou o cigarro tradicional do eletrônico, embora ambos contenham nicotina. Nota-se que 29,9% dos adolescentes de 13 a 17 anos já experimentaram o vape. Em Belo Horizonte, essa taxa sobe para 31%. Em relação ao cigarro comum, 21,9% dos jovens relataram já ter fumado, o que supera a média nacional de 18,5%. Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde revelou que o consumo de cigarros aumentou pela primeira vez em duas décadas, passando de 9,2% em 2023 para 11,5% em 2024. Entre os jovens de 18 a 24 anos, essa taxa praticamente dobrou, de 6,6% para 13,2%.
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