Movimento em Defesa da Educação Pública
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em Minas Gerais divulgou, nesta segunda-feira (4), uma nota de apoio aos trabalhadores da educação do município de Belo Horizonte, que entraram em greve no dia 27 de abril. Representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Belo Horizonte (SindRede-BH), os educadores protestam contra o desmonte do ensino público local e a desvalorização de suas carreiras.
Na nota, a CTB Minas enfatizou que “a prefeitura de Belo Horizonte não pode tratar a educação como mercadoria nem os profissionais como descartáveis”. A central também exige um diálogo aberto e efetivo por parte das autoridades, assim como respostas concretas às reivindicações dos servidores da educação.
Nota da CTB Minas
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Solidariedade à greve dos trabalhadores da educação de BH
A CTB Minas se posiciona publicamente em total apoio aos trabalhadores da educação da rede municipal de Belo Horizonte, que estão em greve desde o dia 27 de abril. Essa decisão, tomada de forma legítima e corajosa em assembleia, é uma resposta a um cenário alarmante de crise na educação municipal.
A luta da categoria é uma resistência ao que muitos chamam de um “apagão na educação municipal”, refletindo o descontentamento com as condições de trabalho que incluem sobrecargas excessivas, falta de docentes, gestão improvisada e um quadro funcional incompleto, apesar da realização de concursos.
A CTB Minas ratifica as preocupações levantadas pelo SindRede-BH. Não podemos aceitar um ambiente de trabalho degradante, onde a prioridade parece ser o corte de custos em detrimento da qualidade da educação.
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Além disso, a central se opõe a iniciativas que tentam privatizar e precarizar a educação, como a transferência das atribuições do Atendimento Educacional Especializado (AEE) para Organizações da Sociedade Civil, que desconsideram a experiência e a formação dos professores concursados. Essa prática é vista como um retrocesso pedagógico e contribui para a desvalorização da função docente.
Enquanto a prefeitura busca transferir responsabilidades do ensino público para empresas privadas, os cortes orçamentários estão afetando diretamente o funcionamento e a manutenção das escolas. Os trabalhadores responsáveis pelos serviços terceirizados também enfrentam a dura realidade de pagamentos atrasados.
É imprescindível que a administração pública reconheça que a educação não deve ser tratada como um produto e que os profissionais da área têm valor e importância inegáveis. Diálogo e ações efetivas para atender às demandas dos trabalhadores são urgentes e não podem ser adiados.
A CTB Minas está ao lado dos trabalhadores da educação na luta por uma educação pública de qualidade, que não se submeta à lógica da privatização e que valorize aqueles que dedicam suas vidas ao ensino.
Belo Horizonte, 4 de maio de 2026.
Direção Estadual da CTB Minas Gerais
