Análise dos Preços Agropecuários em Abril
O informativo Preços Correntes, divulgado pelo Governo de Minas Gerais, oferece um panorama detalhado sobre as flutuações de preços no setor agropecuário. Em seu último relatório, que abrange o mês de abril, são analisadas as cotações diárias e as médias históricas de uma gama de produtos das cadeias agrícola e pecuária, tanto em Minas Gerais quanto em regiões referência.
Entre os principais pontos destacados, observa-se uma tendência de queda nos preços de itens essenciais como o café e o milho. Em contrapartida, produtos como trigo e algodão experimentaram uma valorização considerável neste mesmo período.
O café arábica, por exemplo, despontou como o grão com a maior retração, apresentando uma queda de 6,24% ao longo do mês, sendo cotado a R$ 1.770,08 por saca. O açúcar cristal também sofreu um recuo significativo de 6,09%, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 99,04 em São Paulo. O milho, por sua vez, teve uma desvalorização de 5,73% na região de Campinas (SP), atingindo R$ 66,34 por saca. Já a soja, embora tenha registrado uma variação negativa mais moderada de 1,40%, teve uma alta pontual de 1,19% no dia 22 de abril, considerando a referência de Paranaguá.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Produtos em Alta: Trigo e Algodão
Entre os produtos que se destacaram pela valorização estão o trigo e o algodão. O trigo, por exemplo, registrou a maior valorização mensal, alcançando um aumento de 4,46% no Paraná, onde sua cotação chegou a R$ 1.342,19 por tonelada. O algodão também apresentou um avanço notável, com alta de 3,26% no mês, chegando a R$ 133,34 por arroba, uma unidade de medida tradicional na pecuária brasileira. O arroz em casca, no Rio Grande do Sul, teve um aumento mais discreto, de 1,04%, mas ainda assim sinaliza uma leve recuperação.
Crescimento Contínuo do Carvão Vegetal
Outro destaque significativo é o carvão vegetal em Minas Gerais, que apresentou um crescimento consistente entre os meses de janeiro e março de 2026. Na região Central Mineira, o preço subiu de R$ 300 para R$ 320 por metro cúbico. Na região Noroeste do estado, houve um aumento de R$ 155 para R$ 187 por metro cúbico, o que demonstra uma demanda estável por esse produto.
No entanto, nem todos os produtos apresentaram variações notáveis. O feijão carioca, que é amplamente consumido na região, não apresentou registros de valores médios ou alterações nas datas analisadas em abril, indicando uma estabilidade nos preços.
Desvalorização na Pecuária
Na vertente pecuária, o cenário também é de queda. O preço da arroba do boi apresentou uma diminuição, saindo de R$ 360,70 no fim de abril para R$ 354,20 na cotação registrada no início de maio. Essa redução nos preços reflete o atual cenário de mercado, que pode estar atrelado a diversos fatores, incluindo a oferta e a demanda e as condições climáticas.
Em resumo, o relatório do Governo de Minas Gerais revela um quadro de oscilações nos preços do setor agropecuário, onde produtos como café e milho enfrentam quedas, enquanto trigo e algodão mostram sinais de valorização. Acompanhar essas variações é fundamental para entender as dinâmicas do mercado agropecuário brasileiro e suas implicações para os produtores e consumidores.
