Reajuste tarifário preocupa indústria mineira
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) expressa preocupação com o recente reajuste tarifário anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para os consumidores da CEMIG. O aumento médio é de 6,5%, mas o impacto é ainda mais significativo para o setor industrial, que enfrenta um reajuste de 9,43% nas tarifas de alta tensão, segmento que concentra a maior parte das unidades fabris no estado.
Impacto real sobre produção e preços
Segundo Sérgio Pataca, coordenador da Gerência de Energia da FIEMG, o reajuste de 9,43% nas tarifas de alta tensão supera em mais do que o dobro a inflação acumulada no período, que foi de 4,39%. O aumento médio geral de 6,5% também ultrapassa a inflação, ficando cerca de uma vez e meia acima do índice de preços registrado.
Esse cenário pressiona o custo de produção das indústrias, comprometendo a competitividade das empresas mineiras e afetando toda a cadeia econômica. Quando o custo da energia sobe, o impacto vai além da conta de luz: ele se reflete nos preços dos produtos finais consumidos pela população, alimentando a inflação.
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Pressões e desafios para o setor elétrico
A FIEMG destaca que a energia elétrica é um dos principais insumos da indústria. A elevação das tarifas resulta não apenas em custos mais altos para as empresas, mas também em uma pressão inflacionária que afeta o bolso do consumidor. O aumento dos encargos setoriais, subsídios cruzados e decisões regulatórias têm contribuído para tornar a conta de luz mais cara, impactando consumidores e empresas.
Por isso, a Federação reforça a necessidade de atenção das autoridades do setor elétrico para conter a escalada das tarifas. A FIEMG seguirá atuando na defesa da competitividade da indústria mineira, buscando uma matriz elétrica mais eficiente, equilibrada e acessível, que beneficie toda a sociedade.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
