Alemanha domina início, mas Costa do Marfim abre o placar
Em partida realizada em Toronto, a Costa do Marfim surpreendeu ao abrir o placar pouco depois da metade do primeiro tempo, mantendo o controle do jogo até as substituições promovidas por Julian Nagelsmann no início da segunda etapa. Apesar de criar boas chances para ampliar a vantagem, os marfinenses não conseguiram transformar a superioridade em gols antes do empate alemão. A entrada de Lukas Undav mudou o panorama ofensivo da Alemanha, que passou a apresentar mais presença na área e aproveitou as oportunidades com maior eficiência.
Alterações táticas e dificuldades iniciais da Alemanha
Para reforçar o meio-campo, o técnico Emerse Faé mudou o esquema da seleção do Senegal, deixando o 4-4-2 para adotar o 4-3-3. Sangaré e Oulai entraram no setor central, enquanto Seko Fofana foi para o banco. No ataque, Diallo e Bonny acompanharam Diomandé, com Pépé, Elye Wahi e Touré passando a reservas. Na defesa, Singo assumiu a lateral-direita, Koussounou foi para o miolo de zaga, e Guela Doué ficou fora da lista inicial.
A Alemanha iniciou a partida com pressão imediata, tentando roubar a bola em blocos médios e altos, mas encontrou dificuldades para recuperar a posse rapidamente. Ainda assim, impôs seu ritmo e explorou as falhas do jovem Yan Diomandé, que teve dificuldades para acompanhar Kimmich na saída de bola e falhou em alguns lances técnicos. O trio de meio-campo alemão, formado por Kimmich, Tah e Schlotterbeck, conseguiu encontrar espaço para acionar os atacantes, especialmente com o apoio de Brown como meia ofensivo.
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Fonte: daquibahia.com.br
Gol marfinense e reação alemã
O único gol da Costa do Marfim na primeira etapa surgiu após a troca de chuteiras de Yan Diomandé, que voltou mais ativo ao campo. Em uma jogada pela esquerda, ele driblou Kimmich e cruzou rasteiro para Kessié, que aproveitou o rebote para abrir o placar. Esse gol mudou a postura dos africanos, que passaram a defender mais recuados, dificultando as investidas alemãs, que insistiam em ataques centralizados e encontraram resistência da defesa marfinense.
A Alemanha só voltou a criar chances reais após os 40 minutos, com Wirtz atuando mais pelo meio e combinando com Musiala e Nmecha. Schlotterbeck, que sentiu o tornozelo, foi substituído por Rudiger no intervalo, e o ritmo da equipe manteve-se intenso no início da segunda etapa.
Substituições e a virada do jogo
No segundo tempo, a Alemanha manteve a posse e a pressão, mas esbarrou na forte marcação da Costa do Marfim, que elevou o bloco e forçou erros dos europeus. Diallo se destacou nas combinações com Kessié e Oulai, criando oportunidades que não foram convertidas nos primeiros minutos. Identificando a pior fase da equipe, Nagelsmann realizou três substituições antes dos 15 minutos: entraram Undav, Leweling e Amiri, que substituíram Musiala, Sané e Pavlovic.
Com Undav fixo entre os zagueiros, Havertz ganhou liberdade para circular, e a Alemanha voltou a dominar as ações ofensivas. A presença física do centroavante foi determinante para equilibrar os duelos com defensores marfinenses e abrir espaços na defesa adversária. Em uma jogada que resumiu seu impacto, Undav recebeu de costas, abriu para Amiri na meia-direita, que cruzou para o empate de Havertz, selando a reação alemã.
Últimos ajustes e panorama final
Após a parada para hidratação, Faé promoveu alterações para tentar retomar o controle, tirando Sangaré, Diallo e Bonny e colocando Adingra, Seko Fofana e Guessand. Singo saiu lesionado, com Guela Doué entrando na lateral. Diomandé, irregular durante a maior parte do jogo, foi substituído por Pépé nos minutos finais.
Nagelsmann também ajustou o time, tirando Havertz para a entrada de Goretzka e posicionando Amiri como meia mais avançado. Apesar disso, a Costa do Marfim desperdiçou contragolpes promissores, como uma boa assistência de Pépé para Adingra que não foi aproveitada. O empate deixa a Alemanha com a confiança renovada para os próximos compromissos, enquanto os marfinenses seguem mostrando força e organização em campo.
