Desafios econômicos travam avanço da construção civil em Minas Gerais
A construção civil em Minas Gerais deve fechar 2026 sem apresentar crescimento real, impactada por um cenário econômico desafiador e pelo custo elevado do crédito. A sondagem industrial revela que o setor acumula 20 meses seguidos com índice abaixo dos 50 pontos, sinalizando uma predominância do pessimismo entre os empresários locais. Essa situação reflete a dificuldade de recuperação e a forte dependência das políticas públicas para manter as atividades em níveis mínimos.
O programa Minha Casa, Minha Vida desempenha papel crucial, respondendo por quase metade das vendas no setor, o que evidencia a importância das iniciativas governamentais para sustentar o segmento. A falta de dinamismo na economia e a restrição de crédito são os principais entraves para o avanço da construção civil, limitando o investimento e a geração de empregos na área.
Mercado de produtos saudáveis ganha força com mudança de hábitos dos consumidores
Paralelamente, o varejo brasileiro observa uma transformação significativa impulsionada pela busca por saúde e bem-estar. Segundo dados da NielsenIQ, 84% dos brasileiros adotam práticas de autocuidado, superando a média global de 70%. Além disso, 53% dos consumidores planejam investir entre R$ 250 e R$ 1 mil em produtos que promovam a saúde, refletindo uma mudança consistente nos hábitos alimentares.
Leia também: Crescimento Econômico de Minas Gerais: Expectativa de até 2% até 2026
Leia também: Custo da Construção Civil em Minas Gerais Aumenta 7,62%, Impactado pela Mão de Obra
Essa nova tendência contribui para o aumento do consumo de itens saudáveis, com 45% dos entrevistados reduzindo alimentos industrializados e 59% direcionando mais recursos para produtos voltados à saúde. Essa movimentação abre novas oportunidades de crescimento para o varejo, que se adapta às preferências dos consumidores cada vez mais conscientes.
Indústria de fundição de Minas Gerais enfrenta perspectiva de queda expressiva na demanda
Outro setor que enfrenta dificuldades é a indústria de fundição mineira, que projeta uma queda de 35% na demanda interna para 2026. Os altos juros, o custo elevado das matérias-primas e a concorrência internacional com países como China, Índia e Coreia do Sul agravam a situação. Conforme aponta Bráulio Campos, presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais, muitas unidades operam com metade da capacidade ociosa, especialmente no segmento agrícola, resultando em cortes de turnos e adiamento de investimentos.
Essa conjuntura evidencia a necessidade de políticas eficazes para reverter o quadro e estimular a competitividade da indústria local, garantindo a manutenção dos empregos e o desenvolvimento econômico da região.
