Plano de recuperação judicial evita falência e preserva atendimento
O Hospital Belo Horizonte, que realiza mais de 8 mil atendimentos mensais e possui 180 leitos, conseguiu aprovação do plano de pagamentos para o Grupo Gestho, responsável pela administração da unidade. A medida, aprovada pelos credores no processo de recuperação judicial, prevê o pagamento de aproximadamente R$ 100 milhões em dívidas trabalhistas e com prestadores de serviço em até 12 anos, com carência de três anos. A próxima assembleia de credores está marcada para a segunda-feira (17/8), momento decisivo para a continuidade do hospital.
Impactos da recuperação para a saúde pública e economia local
Sem essa aprovação, o hospital correria risco de falência, o que afetaria diretamente a assistência em saúde na região do Vetor Norte de Belo Horizonte. Além disso, o funcionamento do hospital movimenta a economia local, beneficiando estabelecimentos como farmácias, padarias e restaurantes que dependem do fluxo de pessoas gerado pela instituição.
Detalhes do plano e outras dívidas do hospital
O plano aprovado inclui dívidas trabalhistas e débitos com empresas prestadoras de serviços, como alimentação e limpeza, que serão pagos de forma parcelada ao longo dos 144 meses. Separadamente, o Hospital Belo Horizonte acumula uma dívida tributária superior a R$ 400 milhões com a União, que não está incluída neste processo e será tratada em outro regime, com possibilidade de parcelamento ou redução do valor.
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Atualmente, o grupo busca um investidor para aportar recursos financeiros e ajudar na reestruturação da unidade, fortalecendo a sustentabilidade do hospital.
Histórico judicial e medidas operacionais recentes
O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 20 de novembro de 2024 e aprovado pela Justiça em 19 de fevereiro de 2025, com a suspensão temporária de execuções contra o hospital, conforme previsto em lei. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçou que as dívidas não podem interromper as atividades da instituição.
Em 20 de julho, como forma de equilibrar as despesas, o hospital suspendeu o pronto-atendimento, mantendo em funcionamento setores essenciais como internações, CTI Adulto e Infantil, bloco cirúrgico e ambulatório. Na ocasião, a direção informou que a medida visava promover uma reestruturação institucional e operacional para aprimorar os serviços oferecidos à população.
