Mobilização política em Belo Horizonte
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, realizou uma caminhada nesta terça-feira (18) em Belo Horizonte, com o objetivo de consolidar a base eleitoral do PL em Minas Gerais. A caminhada percorreu cerca de 300 metros, reunindo aliados como o candidato ao governo estadual, Flávio Roscoe (PL), e a vice Ellen Miziara, presidente estadual do PL Mulher MG. Entre os presentes estavam também Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente, além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Domingos Sávio (PL), este último concorrendo ao Senado.
Alinhamento e apoios dentro do partido
Durante o evento, Flávio Bolsonaro ressaltou a importância de Minas Gerais para a vitória nacional: “A mudança vai começar aqui em Minas Gerais, porque quem vence em Minas, vence no Brasil”. Na noite anterior, no lançamento da candidatura de Roscoe ao Executivo estadual, Flávio fez um gesto de aproximação ao senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de votos no estado e declarou apoio ao presidenciável mesmo sem integrar formalmente o palanque do PL.
A presença de Nikolas Ferreira no ato confirma um apoio esperado pelo partido desde o início do ano. Em abril, Nikolas havia sido alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro (PL) pela suposta falta de empenho na campanha presidencial do irmão. O deputado, que busca a reeleição, afirmou estar engajado para manter o nome de Flávio Bolsonaro vivo entre os eleitores mineiros.
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Posicionamentos e críticas ao governo atual
No discurso, Nikolas Ferreira pediu votos para Flávio Bolsonaro e reforçou críticas ao governo Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Declarou que o próximo Senado deverá promover o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a quem classificou como “criminoso”. Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que indicará ao Judiciário pessoas alinhadas com valores conservadores, contrárias ao aborto e ao consumo de drogas, e que respeitem a Constituição, evitando perseguições políticas.
A ideia de uma “encruzilhada” tem sido repetida na campanha de Flávio, que encara sua candidatura como uma missão institucional, um propósito legado pelo pai. Durante o ato, discursou ao lado de uma figura de papelão do ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, e afirmou esperar um Congresso Nacional com maioria mais à direita.
Críticas ao governo Lula e promessas de governo
Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de cortar ministérios, reduzir burocracias e combater a corrupção, que, segundo ele, está disseminada no atual governo. Citou inquéritos envolvendo Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e elogiou o papel de Alfredo Gaspar como relator da CPMI que investigou fraudes no INSS.
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O presidenciável responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias brasileiras, afirmando que a política de gastos excessivos do atual governo levou os cidadãos a uma situação insustentável com juros elevados. Também criticou o PSDB, ironizando seu papel como oposição e ressaltando Jair Messias Bolsonaro como a verdadeira alternativa política.
Compromissos e desdobramentos eleitorais
No palanque, Flávio Bolsonaro reafirmou a promessa de anistiar Jair Bolsonaro e os condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Também reiterou o compromisso de classificar facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, uma proposta que, segundo ele, tem gerado ameaças contra si e sua família.
O ato aconteceu no bairro Betânia, região oeste de Belo Horizonte, sem estimativa oficial de público pela Polícia Militar. Após a caminhada, Flávio Bolsonaro participou de um café no tradicional Café Nice, no centro da capital mineira, onde interagiu com apoiadores e chegou a dançar ao som de um jingle de funk antes de deixar o local.
