Incidente durante campanha em Lagoa Santa
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi alvo de um ataque durante ato de campanha realizado em Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na sexta-feira (4). Em caminhada que iniciou na Praça Dr. Lund e terminou na rodoviária local, o parlamentar foi atingido por um ovo arremessado por um homem próximo ao fim do percurso, apesar da presença de escolta. Imagens capturadas no evento mostram o ovo acertando o ombro de Nikolas Ferreira.
Ao identificar o responsável pelo lançamento, o deputado reagiu com exaltação e pediu, pelo microfone, que seus apoiadores se dirigissem ao homem, que, em seguida, fez um gesto obsceno e deixou o local. O episódio, entretanto, não interrompeu a agenda de campanha do parlamentar, que logo se acalmou e prosseguiu com as atividades programadas.
Pedido de inelegibilidade e investigação eleitoral
Paralelamente, Nikolas Ferreira enfrenta um pedido de inelegibilidade por oito anos e cassação do mandato. A ação foi protocolada pelos deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) junto à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A representação tem como base a divulgação, nas redes sociais do deputado, de um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF).
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O documento fraudulento simulava uma conclusão da PF de que não havia indícios de envolvimento criminal entre Nikolas Ferreira e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. A publicação foi feita em 3 de setembro, horas após a imprensa divulgar mensagens e áudios entre os dois, e compartilhada nos perfis oficiais do deputado no Instagram e no X, que somam mais de 27 milhões de seguidores.
A Polícia Federal negou autoria do documento. Além disso, um laudo técnico anexado à representação dos parlamentares aponta divergências substanciais entre o material divulgado e o relatório original da PF, incluindo diferenças no conteúdo, datas, estrutura, identificação, ausência de assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento e código verificador.
Nikolas Ferreira declarou desconhecer a falsidade do documento e afirmou ter reproduzido conteúdo publicado por terceiros, removendo a postagem posteriormente. Os autores da ação argumentam que o caso configura uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político, solicitando à PGE a abertura de investigação eleitoral e eventual ajuizamento de ação no Tribunal Superior Eleitoral, além da apuração de possíveis crimes eleitorais relacionados à falsificação e uso do documento.
