Centro de pesquisa reforça posição do Brasil no mercado de terras raras
A mineradora australiana Viridis Mining & Minerals inaugurou em Poços de Caldas (MG) uma planta piloto dedicada à pesquisa e processamento de terras raras, minerais essenciais para setores como veículos elétricos, energia renovável, tecnologia e defesa. Com investimento de R$ 25 milhões, o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CTPR) é apontado pela empresa como o segundo maior centro desse tipo fora da China.
A unidade tem foco no desenvolvimento de tecnologias para extrair minerais presentes em argilas iônicas, ampliando a presença do Brasil na cadeia global de insumos estratégicos para a transição energética. Entre os elementos que a Viridis pretende processar estão neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, essenciais na fabricação de motores para carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones e equipamentos eletrônicos avançados.
Capacidade de processamento e impacto econômico local
O centro tem capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir cerca de 2,9 toneladas anuais de carbonato misto de terras raras. Essa planta funcionará como etapa de validação tecnológica do Projeto Colossus, iniciativa da Viridis em Minas Gerais destinada à exploração comercial desses minerais a partir de 2028.
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A expectativa é que a planta inicie o desenvolvimento de métodos de processamento e comece a atender demandas comerciais de parceiros já no terceiro trimestre de 2026, movimentando a economia local e gerando oportunidades de emprego e negócios relacionados.
Contexto internacional e apoio financeiro
O avanço do Projeto Colossus ocorre em meio ao aumento do interesse global por minerais críticos. Países como Estados Unidos, França, Canadá e Austrália buscam diminuir sua dependência da China, que domina a produção e o processamento mundial das terras raras.
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O projeto já conta com sinalizações positivas de agências internacionais de crédito vinculadas aos governos da Austrália, França e Canadá. A Export Finance Australia, por exemplo, avalia a possibilidade de financiar até US$ 50 milhões para apoiar o desenvolvimento da iniciativa, reforçando o papel estratégico do Brasil no mercado global desses minerais.
