Iniciativa do Governo da Bahia Foca na Integração Entre Cultura e Educação
Na última sexta-feira (17), o Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, localizado no bairro Águas Claras, em Salvador, recebeu uma série de atividades artísticas e educativas. A ação, promovida pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), busca valorizar a intersecção entre cultura e educação.
As atividades foram desenvolvidas em parceria com o Ponto de Cultura Associação de Arte e Cultura Social (Cajaarte). Com base nos princípios do Teatro do Oprimido, uma metodologia proposta pelo renomado teatrólogo Augusto Boal, esse projeto se alinha ao Programa Pela Paz nas Escolas, que conta com o apoio do Governo da Bahia.
As oficinas de Teatro do Oprimido, organizadas pela Diretoria de Cidadania Cultural da SecultBA (Sudecult), foram conduzidas pelo artista e educador Felipe Bonfim. O foco está na experimentação de jogos e exercícios teatrais que promovem uma abordagem libertária. Durante a atividade, os alunos do Ensino Fundamental II foram incentivados a refletir criticamente sobre suas realidades, criando um ambiente propício para o diálogo sobre questões educacionais e sociais.
“A SecultBA tem promovido diversas iniciativas voltadas à cultura da paz. Acreditamos que a Política Cultura Viva, com sua característica popular e comunitária, representa uma ferramenta essencial para a promoção da cultura como um meio pedagógico nas escolas e comunidades, possibilitando a discussão sobre a cultura de paz em todo o estado da Bahia”, comentou Amanda Cunha, superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura.
O Papel do Cajaarte na Cultura da Paz
Com duas décadas de atuação multidisciplinar, o Cajaarte utiliza diferentes linguagens artísticas, esportes, formação profissionalizante e educação ambiental, além de recursos de comunicação, como uma rádio web. A organização foca em sensibilizar estudantes, famílias e educadores sobre a Cultura da Paz nas comunidades escolares. Evanir Borges, representante do Cajaarte, enfatiza que promover a cultura da não-violência é parte fundamental do processo educacional.
Evanir também destacou a relevância do apoio do Governo da Bahia em suas atividades. “Desde sua época como secretário de Educação, o governador Jerônimo Rodrigues sempre apoiou nosso trabalho. Ele tem sido um grande aliado na luta contra a violência nas escolas, através de várias instituições governamentais, incluindo a recente parceria com a Secretaria de Cultura do estado”, comentou.
A diretora do Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, Miriam Oliveira Machado, ressaltou a importância da escola na comunidade. Para ela, a instituição é fundamental na representação da presença do Estado no território. “A escola é um espaço onde as famílias se sentem acolhidas; é através dela que conhecimentos, valores éticos e socioculturais são transmitidos. A realização de atividades como as do Teatro do Oprimido é uma contribuição muito significativa para ampliar o debate sobre esses temas”, disse.
A Metodologia do Teatro do Oprimido
A oficina de Teatro do Oprimido utiliza exercícios e experimentações que incentivam a reflexão e a análise crítica por meio de jogos teatrais. A proposta de Augusto Boal visa transformar o estudante, o cidadão ou o espectador, que normalmente é um agente passivo, em um “espect-ator”, ou seja, um protagonista ativo no processo educativo e na vida social.
Para Felipe Bonfim, professor de teatro e sociologia, a formação em cidadania cultural por meio do Teatro do Oprimido tem como objetivo principal que os alunos desenvolvam uma consciência crítica sobre sua comunidade, seu território e sua escola. “Queremos que eles se sintam motivados a intervir e propor ações que promovam um ambiente escolar de qualidade, paz e harmonia”, finalizou.
