Recursos Negados e Impacto nas demissões do Samu
A deputada federal Duda Salabert, do Psol-MG, declarou que o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, do União Brasil, rejeitou um montante de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas ao pagamento dos salários dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Essa recusa ocorre em um momento em que a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) anunciou a não renovação dos contratos de 34 técnicos de enfermagem, além da redução da equipe de saúde presente nas ambulâncias, passando de dois para apenas um profissional.
A decisão gerou um descontentamento significativo entre a categoria, levando o Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) a manifestar sua preocupação. Em resposta, Duda Salabert sugeriu o envio das emendas que garantiriam os salários desses trabalhadores por um período de um ano, porém, conforme a deputada, o prefeito se negou a aceitar o recurso.
A reportagem da nossa equipe tentou entrar em contato com a prefeitura para obter um posicionamento sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço continua aberto para esclarecimentos.
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“Saúde e educação não são prioridades da gestão do Álvaro Damião. O foco dele parece estar em agradar empresários de ônibus e em viagens internacionais”, ironizou Duda Salabert, que não hesitou em se referir ao prefeito como “Álvaro Avião”.
Implicaçōes das Demissões no Samu
Segundo informações da SMSA, os profissionais que estão tendo seus contratos encerrados foram admitidos em regime emergencial durante a pandemia. Com o término desses vínculos temporários, as escalas de trabalho deverão ser reorganizadas, garantindo a continuidade do atendimento à população. A secretaria ainda assegura que não haverá diminuição no número de ambulâncias disponíveis.
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A administração municipal justificou a reestruturação com base na Portaria nº 2.028/2002, que estabelece uma equipe mínima de Unidades de Suporte Básico (USB) com um técnico de enfermagem e um condutor socorrista. Esse modelo, segundo a gestão municipal, já está em vigor em diversas cidades do Brasil e será implementado também em Belo Horizonte.
Em uma nota divulgada, o Coren-MG expressou sua preocupação com as demissões: “Não podemos enfraquecer a saúde, nem diminuir a qualidade da assistência aos moradores de Belo Horizonte”, enfatizou a entidade, que defende a importância de manter um serviço de saúde robusto e eficiente.
