Paralisação dos Profissionais da Saúde
Nesta quarta-feira, 22 de abril, profissionais da saúde de Belo Horizonte realizaram uma paralisação emergencial em frente à Prefeitura da cidade. O ato foi motivado por cortes anunciados no Sistema Único de Saúde (SUS-BH), que, segundo os trabalhadores, comprometerão o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os manifestantes destacaram que as equipes do Samu ficarão reduzidas, o que pode afetar diretamente a qualidade dos serviços prestados.
O movimento contou com a participação de representantes do Sind-Bel, sindicato que representa os trabalhadores da saúde de Belo Horizonte, e do Sind-Saúde, que abrange todos os consórcios intermunicipais públicos do estado de Minas Gerais. Ambos os sindicatos alertam que os cortes resultaram em sobrecarga de trabalho, atrasos no atendimento e, consequentemente, uma queda na qualidade da assistência, colocando tanto os profissionais da saúde quanto a população em risco.
Direito à Audiência Pública
Após a concentração em frente à Prefeitura, os manifestantes seguiram em direção à Câmara Municipal para participar de uma audiência pública onde discutiriam a situação dos cortes. Profissionais do Samu expressaram suas preocupações, informando que, com as novas diretrizes, cada equipe será composta apenas por um técnico de enfermagem e um condutor. Essa configuração é considerada insuficiente para atender à demanda atual de serviços emergenciais.
Atualmente, nas 22 unidades básicas de atendimento do Samu, cada equipe é formada por dois técnicos de enfermagem e um condutor. Com a nova redução, a estrutura ficará comprometida, limitando a capacidade de resposta em situações críticas.
Posição da Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, se manifestou sobre os cortes. Em nota divulgada na última sexta-feira, 17 de abril, a PBH confirmou que 34 profissionais foram adicionados às equipes do Samu durante a pandemia da Covid-19, através de contratos temporários de emergência, que expirarão em 1º de maio, sem possibilidade de renovação.
A Prefeitura ressaltou que as equipes serão reorganizadas para garantir a continuidade dos atendimentos. Em seu comunicado, a SMSA destacou: “As escalas dos profissionais serão reorganizadas, com o objetivo de manter a assistência à população. Além disso, não haverá redução na quantidade de ambulâncias”, afirma o texto da nota.
Adicionalmente, a PBH informou que está seguindo as diretrizes da Portaria nº 2.028/2002, adotando um modelo já utilizado em outras cidades do Brasil. O governo municipal enfatizou que a reorganização é uma medida necessária para otimizar os recursos disponíveis e garantir a eficiência nos serviços de emergência.
