clientes enfrentam dificuldades com a fintech Naskar
Uma fintech que operava principalmente no Distrito Federal e em São Paulo tornou-se alvo de investigação após interromper suas atividades e deixar milhares de clientes sem acesso aos próprios investimentos. A empresa, chamada Naskar Gestão de Ativos Ltda., teria captado aproximadamente R$ 900 milhões de investidores de diversas regiões do Brasil.
A situação gerou grande repercussão, especialmente após os clientes relatarem atrasos nos pagamentos prometidos, dificuldades para acessar o aplicativo da companhia e ausência de contato com os responsáveis pela operação.
Relatos de clientes evidenciam falta de respostas
Os problemas começaram a se intensificar no início da semana, quando os investidores perceberam que os rendimentos mensais esperados não haviam sido depositados. Em seguida, o aplicativo, utilizado para gerenciar as aplicações financeiras, ficou fora do ar. Segundo relatos em plataformas de reclamação, muitos clientes não conseguem acessar suas contas, visualizar saldos ou solicitar o resgate de seus investimentos.
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No dia 8 de setembro, a Naskar divulgou uma nota afirmando que enfrenta uma “perda na base de dados” e que está conduzindo um processo de auditoria interna para reorganizar as informações dos clientes.
Promessas de rentabilidade atraem investidores
Conforme informações de investidores, a fintech oferecia rentabilidade em torno de 2% ao mês, um percentual considerado elevado quando comparado a investimentos tradicionais. Essa proposta de retorno constante atraiu um grande número de clientes ao longo dos anos, muitos dos quais concentraram grande parte de seu patrimônio na empresa. Relatos indicam a presença de investidores com aplicações milionárias, incluindo empresários, aposentados e servidores públicos.
Aumento do desespero entre os investidores
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Com a falta de informações, a tensão entre os clientes aumentou. Muitos expressam preocupação sobre a possibilidade de não conseguirem recuperar seus investimentos. Um empresário do Distrito Federal, que havia indicado dezenas de pessoas para investirem na fintech, revelou que sua família também aplicou recursos na plataforma. Ele comentou que está enfrentando um forte abalo emocional desde o início da crise.
Sócios desaparecem das redes sociais
Os sócios envolvidos na fintech — Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu — não estão respondendo a ligações, mensagens ou quaisquer tentativas de contato por parte dos investidores. Além disso, perfis associados à empresa deixaram de ser atualizados, o que só aumenta a preocupação dos clientes.
Investigação policial em andamento
A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias do caso e verificar se houve irregularidades financeiras. Até o momento, não há confirmação oficial sobre fraude, golpe ou pirâmide financeira. As autoridades estão aguardando a análise de documentos e movimentações relacionadas à empresa.
Especialistas alertam para riscos
Este episódio reabre o alerta sobre investimentos que prometem rentabilidade muito acima da média do mercado. Especialistas recomendam que os investidores verifiquem se a empresa possui autorização de órgãos reguladores, desconfie de promessas de lucro garantido, evitem concentrar todo o patrimônio em um único investimento e pesquisem sobre o histórico e a reputação das instituições financeiras.
O caso continua em investigação, e milhares de clientes permanecem na expectativa de respostas sobre o paradeiro dos recursos que investiram.
