Decisão Unânime Mantém Prisão
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, nesta quinta-feira (8), negar o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior, que é acusado de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes. Com a deliberação unânime dos desembargadores, a prisão preventiva do réu foi mantida. O relator do caso, desembargador Maurício Pinto Ferreira, destacou a gravidade do crime e a sua repercussão como motivos determinantes para a decisão do tribunal.
O advogado de defesa argumentou que não existia justificativa suficiente para a manutenção da prisão preventiva, solicitando uma libertação imediata ou, ao menos, uma substituição por medidas cautelares. Contudo, o entendimento do TJMG foi de que não há condições para alterar a medida, considerando também a falta de fatores pessoais favoráveis ao acusado. Os desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant’Ana acompanharam o voto do relator.
Tragédia em Belo Horizonte
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em agosto de 2025 em Belo Horizonte. O acusado, que dirigia pela região, teria perdido a paciência com o trânsito ocasionado por um caminhão de coleta de lixo. Relatos indicam que, mesmo após receber orientações de que poderia seguir seu caminho, Renê teria ameaçado a motorista do caminhão e, em seguida, disparado contra Laudemir de Souza Fernandes.
A vítima foi socorrida imediatamente, mas, infelizmente, não sobreviveu aos ferimentos. O autor do crime foi preso algumas horas após o ocorrido e, em setembro de 2025, tornou-se réu. O caso continua em tramitação no sistema judiciário, levantando questões sobre a violência urbana e a segurança nas vias públicas.
