Federação União Progressista define Marcelo Aro para a chapa majoritária
A federação União Progressista anunciou durante sua convenção em Minas Gerais a escolha do ex-secretário de Governo do Estado, Marcelo Aro (PP), para integrar a chapa majoritária. Ele pode concorrer como candidato a governador, vice-governador ou senador, com a definição oficial da composição prevista para até quarta-feira (5), data limite para a realização das convenções partidárias.
O presidente da federação, prefeito Álvaro Damião (União Brasil), ressaltou o compromisso com a candidatura de Aro: “Estamos aqui, esperando para anunciá-lo como nosso majoritário, depende de você e do seu coração. Pode ter certeza absoluta de que, para nós, será um grande prazer anunciar o seu nome majoritário na chapa União Brasil PP”.
Marcelo Aro afirma foco em projeto coletivo para Minas Gerais
Em entrevista à imprensa, Marcelo Aro confirmou sua pré-candidatura para as eleições de 2026, mas destacou que não há projeto pessoal em jogo. “Aqui ficou definido que eu vou concorrer nas eleições de 2026. Então eu estou deixando para que eles, junto com os demais partidos, tomem a decisão de quem vai ser o cabeça de chapa, quem vai ser o vice, quem vão ser os senadores. Não tem um projeto pessoal aqui. Nós queremos um projeto para Minas Gerais”, afirmou.
No discurso, ele reiterou sua disposição para fortalecer a unidade do campo da centro-direita, especialmente diante da desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de concorrer. “A gente recebeu a notícia da desistência da candidatura do Cleitinho e a gente respeita esse momento de luto que ele está vivendo. Nós ainda temos 48 horas até o fim do prazo legal para tomar as decisões. Com a desistência do Cleitinho, eu acho que o principal é a gente unir o nosso campo da direita”, explicou.
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Construção de frente ampla entre partidos da direita
Marcelo Aro revelou que tem mantido conversas com diversas legendas, incluindo Republicanos, PL, Solidariedade, PRD, PRTB, PMN e Podemos, além de PP e União Brasil, para articular uma frente ampla que represente os interesses do eleitorado mineiro. “Então é momento de a gente tentar reunir uma frente ampla para achar um nome que realmente possa dar aquilo que todos nós mineiros desejamos”, destacou.
Questionado sobre as críticas recentes do governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), que o acusou de “traição” ao governo e ao ex-governador Romeu Zema, Aro preferiu aguardar o momento adequado para responder. “Não mais do que em 48 horas eu vou responder a tudo aquilo que foi falado”, disse.
Sem imposições pessoais, foco é projeto coletivo
O ex-secretário afirmou que sua participação na chapa não envolve imposições pessoais. “Não é um projeto pessoal, é um projeto por Minas e é por isso que a gente precisa de todo mundo conosco construindo isso”, afirmou.
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Sobre o comentário do ex-governador Romeu Zema (Novo), que o chamou de “ave de rapina”, Aro lamentou a declaração, mas prometeu esclarecer os fatos no momento oportuno. “Claro que recebi com muita tristeza, né? Não tem como a gente agir de outra forma. Mas eu vou, no momento certo, responder e esclarecer o que de fato aconteceu, como aconteceu, vou mostrar para vocês as conversas, o que foi acordado, quais eram os compromissos. E aí eu tenho certeza de que tanto vocês da imprensa quanto a população vão fazer o seu juízo”, afirmou.
Decisões tomadas com lideranças estaduais e expectativa para composição da chapa
Sobre as especulações de que teria decidido sua candidatura em encontros com dirigentes nacionais em Brasília, Aro esclareceu que a decisão da federação foi tomada em conjunto com lideranças estaduais do PP e do União Brasil.
Ele também manifestou satisfação com a possibilidade de ter o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), como candidato a vice-governador, conforme defendido por Cleitinho. “O Republicanos tem nomes que, inclusive, podem, nessa articulação, capitanear esse projeto, serem cabeça de chapa. Eu não teria problema nenhum em vir como vice, ou como senador”, concluiu.
