Cleitinho lidera corrida ao governo de Minas Gerais apesar de hesitações
Minas Gerais vai às urnas neste domingo, 4, em meio a uma campanha marcada por incertezas e reviravoltas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), apesar de ter mantido a candidatura em suspense por meses, permanece como favorito nas pesquisas. Desde o início do ano, os levantamentos indicam sua liderança, mas o cenário ainda não permite prever se a eleição será decidida no primeiro turno.
O histórico recente de Cleitinho mostra uma trajetória de instabilidade. Em abril, durante o Dia da Mentira, o senador desmentiu rumores sobre desistência da pré-candidatura, mas em seguida voltou a demonstrar dúvidas ao declarar ao portal G1 que não havia definição. Em maio, ele declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para a Presidência, sem confirmar se concorreria ao governo ou apoiaria outro nome.
Articulações políticas e efeitos da indefinição de Cleitinho
O luto pela morte do irmão do senador, Matheus Azevedo, em julho, coincidiu com a convenção estadual do Republicanos em Minas Gerais, evento do qual Cleitinho não participou, alimentando especulações sobre sua desistência. O diretório local criticou publicamente sua hesitação, afirmando que a candidatura nunca foi formalmente assumida.
Em agosto, o senador alternou entre desistência e reafirmação da candidatura. Apesar dessa indefinição prolongada, as pesquisas de intenção de voto não refletiram impacto negativo. Cleitinho manteve a liderança em levantamentos realizados por diferentes institutos, como Quaest, Datafolha, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data.
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Porém, a instabilidade afetou as negociações políticas à direita. O PL tentou envolver o deputado Nikolas Ferreira na disputa, mas não obteve sucesso. Também houve tentativa de aliança com o governador Mateus Simões (PSD), que não avançou devido ao desempenho fraco nas pesquisas. Sem a confirmação de Cleitinho, o PL lançou o empresário Flávio Roscoe às vésperas do prazo final para registro.
Disputa eleitoral no Espírito Santo
No Espírito Santo, o cenário é mais polarizado no Executivo entre o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). A definição do pleito no primeiro turno pode depender do desempenho do deputado federal Helder Salomão (PT), que figura em terceiro lugar nas intenções de voto.
Ferraço assumiu o governo local em abril após a renúncia do titular Renato Casagrande (PSB), que disputa uma vaga ao Senado. A pesquisa Quaest aponta Ferraço com 33% das intenções de voto, Pazolini com 31%, e Salomão com 12%. Em simulação de segundo turno entre Ferraço e Pazolini, o governador tem 43% e o ex-prefeito 38%, com empate técnico devido à margem de erro de três pontos percentuais.
Disputa acirrada ao Senado em Minas Gerais e Espírito Santo
A corrida ao Senado em Minas Gerais está fragmentada, com quatro candidatos principais em empate técnico. Segundo pesquisa Quaest de 29 de setembro, Domingos Sávio (PL) lidera com 14%, seguido de Marília Campos (13%), Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB) com 12% cada. Sávio apresentou maior crescimento, subindo de 6% para 14% em setembro, ampliando seu alcance além do eleitorado bolsonarista.
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Aécio Neves entrou na disputa tardiamente, substituindo Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), mas já demonstra competitividade, oscilando entre 10% e 12% nas intenções de voto no último mês.
No Espírito Santo, o favoritismo para o Senado é de Renato Casagrande, com 25% das intenções, enquanto a segunda vaga permanece indefinida, com cinco candidatos empatados tecnicamente. Entre eles estão Sérgio Meneguelli (PSD), Fabiano Contarato (PT), Maguinha Malta (PL), Rose de Freitas (MDB) e Evair de Melo (Republicanos).
Meneguelli, ex-prefeito de Colatina e deputado estadual desde 2023, disputa a vaga ao lado de Contarato, que tenta a reeleição, e Rose de Freitas, que busca retorno ao Senado após mandato entre 2015 e 2023.
Conclusão e próximos passos
As eleições em Minas Gerais e Espírito Santo apresentam cenários de disputa acirrada, com lideranças consolidadas, mas ainda sem definição clara para o segundo turno em ambos os Estados. O desfecho das candidaturas, especialmente no caso de Cleitinho em Minas, e o desempenho dos candidatos ao Senado serão determinantes para o rumo político das duas unidades federativas.
