MPMG Orienta sobre Uso de Redes Sociais por Gestores Públicos
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu uma recomendação aos gestores públicos do estado para que cessem a prática de colaboração entre perfis institucionais e contas pessoais nas redes sociais. Essa ação, segundo o órgão, pode gerar confusão entre a imagem da instituição pública e a figura privada de políticos, além de representar um possível desvio de finalidade no uso dos canais de comunicação.
Na orientação, o MPMG destaca que as publicações oficiais devem adotar uma linguagem clara e informativa, priorizando o interesse público e evitando a exposição excessiva da imagem dos gestores ou mensagens que possam associar obras e serviços públicos a conquistas pessoais. Essa abordagem busca preservar o foco nas ações coletivas em detrimento da promoção individual.
Segundo informações divulgadas pelo MPMG, o uso inadequado de perfis institucionais para impulsionar o engajamento de contas pessoais ou promover a imagem de autoridades fere o princípio da impessoalidade, que é fundamental na administração pública. Essa diretriz busca garantir que a comunicação das ações e políticas públicas seja vista como um dever do Estado, sem ligações diretas à figura de agentes públicos.
Como exemplo do que o MPMG considera uma prática irregular, foi citado o caso do município de Rio Casca, onde se detectou o uso frequente da ferramenta de colaboração, conhecida como “collab”, no Instagram. Nesse caso, o perfil da prefeitura interagia constantemente com contas pessoais de membros da gestão, o que levantou preocupações sobre a clareza das mensagens institucionais e sua relação com as figuras individuais.
A recomendação do MPMG reflete uma tentativa de fortalecer a integridade e a transparência nas comunicações governamentais, assegurando que a administração pública continue a ser vista com seriedade e respeito. O órgão reforça que ações e políticas devem ser comunicadas como um dever coletivo, e não como realizações pessoais, garantindo assim a confiança da população nos seus representantes.
