Atualização do Plano Diretor em Nova Lima
O novo Plano Diretor de Nova Lima, debatido atualmente na Câmara Municipal após quase duas décadas sem revisão, deverá levar até três anos após sua aprovação para começar a impactar efetivamente a organização urbana da cidade. O presidente da Câmara, Thiago Almeida, reafirmou essa previsão durante participação no Expresso 98 News, nesta quinta-feira (8/10).
Ele enfatizou que a proposta visa estabelecer normas claras para o crescimento ordenado do município, com foco especial em garantir que a infraestrutura acompanhe a expansão imobiliária acelerada. O texto está sendo submetido a discussões regionais envolvendo moradores, e nesta quinta o debate ocorreu na regional Norte, que inclui bairros como Vila da Serra, Vale do Sereno, Vale dos Cristais e Jardim da Torre.
Mobilidade urbana e desafios do crescimento
A mobilidade urbana desponta como um dos temas centrais nas discussões. Para Thiago Almeida, o crescimento rápido de Nova Lima, sem a atualização correspondente do planejamento urbano, contribuiu para os problemas atuais no trânsito da cidade. “Quando o Plano entrar em vigor, vai demorar aproximadamente três anos para que a cidade esteja organizada”, afirmou.
O presidente da Câmara ressaltou que a intenção é evitar que novos empreendimentos sejam aprovados sem a infraestrutura necessária para atender a população local. O Plano Diretor vigente, criado em 2007, está defasado há 19 anos. Durante esse período, o crescimento residencial, comercial e industrial superou o planejamento previsto, e algumas intervenções importantes ficaram em atraso.
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Como exemplo, mencionou a ligação do Jardim da Torre, prevista no plano anterior, que só agora está sendo realizada. Outros projetos considerados fundamentais para melhorar a circulação, como a Linha-Férrea e a conexão entre Nova Lima e Sabará, também foram citados.
Infraestrutura e investimentos para acompanhar o crescimento
Thiago Almeida defende que o Plano Diretor seja acompanhado por investimentos robustos em infraestrutura. Segundo ele, não basta definir áreas para expansão; é essencial planejar vias, transporte público, escolas, creches e demais serviços para atender os novos moradores de forma adequada.
Durante a entrevista, o presidente da Câmara também abordou a situação da Região Metropolitana de Belo Horizonte, afirmando que, na sua avaliação, o governo estadual tem feito poucos investimentos na região nos últimos anos. Ele destacou que obras de mobilidade urbana dependem de articulação entre municípios e entre os níveis estadual e federal.
Nova Lima enfrenta limitações para resolver sozinha problemas que ultrapassam seus limites territoriais. Por isso, Thiago defende uma atuação conjunta entre as cidades da Grande BH e os governos estadual e federal para garantir avanços estruturais.
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Fonte: decaruaru.com.br
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Expectativas para o governo estadual e articulação regional
O presidente da Câmara citou o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito no primeiro turno das eleições de 2026 com 55,4% dos votos válidos, que assumirá o governo em janeiro de 2027. Thiago espera que o novo governo promova encontros entre prefeitos da Região Metropolitana para discutir investimentos em obras estruturantes, como o Anel Rodoviário e o Rodoanel.
“Está na hora de Minas Gerais atrair investimento. A gente precisa disso também”, declarou. Ele também destacou que Nova Lima tem arcado com custos próprios em obras que deveriam ser fruto de articulação regional, como a ligação com Sabará, atualmente custeada integralmente pelo município.
O desafio, segundo o presidente da Câmara, é equilibrar o crescimento de Nova Lima com investimentos que assegurem qualidade de vida e melhorias na mobilidade para toda a Região Metropolitana. Ele finalizou afirmando que a expectativa é contar com uma visão diferenciada do novo governo que assumirá em janeiro.
