Regulamentação oficial do requeijão moreno fortalece produtores do Vale do Mucuri
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou em 21 de maio, no município de Teófilo Otoni, a oficialização do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para o requeijão moreno, tradicional produto do Vale do Mucuri. A cerimônia ocorreu na Praça Tiradentes, durante a vistoria à Praça de Serviços – Governo Presente, iniciativa que simbolicamente transferiu a capital mineira para o município, reforçando a importância regional da medida.
Impacto econômico e expansão do mercado para produtores locais
A nova regulamentação define padrões claros de produção, boas práticas e normas sanitárias, preservando o modo artesanal e secular de fabricação do requeijão moreno. A medida beneficia diretamente mais de 70 produtores da região, que juntos produzem mais de 100 toneladas anuais do produto. Com a oficialização, esses produtores poderão comercializar o requeijão em todo o território nacional, incluindo supermercados, o que amplia significativamente seus mercados e fortalece a economia local.
“Isso abre a possibilidade de levar o requeijão moreno do Mucuri para todo o Brasil, uma conquista antes inimaginável e que traz muito orgulho para a nossa região”, destacou Mateus Simões. O governador também relacionou a regulamentação ao reconhecimento dos Modos de Fazer do Queijo Minas Artesanal, que já tem melhorado a vida de produtores mineiros, e espera resultados semelhantes para o requeijão moreno.
Formalização, valorização cultural e relevância na economia regional
O requeijão moreno é produzido em 13 municípios do Vale do Mucuri, incluindo Ataléia, Catuji, Franciscópolis, Frei Gaspar, Itaipé, Ladainha, Malacacheta, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Pavão, Poté, Setubinha e Teófilo Otoni. A regulamentação também facilita a formalização das agroindústrias familiares, permitindo a emissão das primeiras habilitações sanitárias específicas para o produto, além de valorizar o patrimônio cultural e gastronômico da região.
Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), 76 agroindústrias familiares produzem aproximadamente 91,4 toneladas de requeijão moreno por ano. Esse movimento representa uma importante alavanca para a atividade econômica local, gerando emprego e renda para a população.
Produtora premiada destaca a importância da regulamentação
Durante a solenidade, Neusa Lopes, produtora de Malacacheta e premiada com a medalha de prata no Mundial do Queijo do Brasil na categoria Requeijão Moreno, reforçou o valor do regulamento para os produtores. “O regulamento é a realização de um sonho e um marco na minha vida. Agora podemos vender para todo o Brasil”, declarou Neusa, que produz requeijão moreno há 27 anos, atividade que começou junto ao marido e que carrega como parte da tradição familiar.
