Ronaldo Fenômeno e as controvérsias pós-eliminação do Brasil na Copa 2026
A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026 ainda repercute intensamente. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, no domingo (5), o ex-jogador Ronaldo Nazário, conhecido como Fenômeno, entrou na roda de debates sobre as decisões tomadas pelo técnico Carlo Ancelotti durante a competição. Bicampeão mundial e um dos maiores artilheiros da história das Copas, Ronaldo é uma voz respeitada quando o assunto é Seleção Brasileira.
Logo após o confronto, a imprensa internacional publicou declarações atribuídas a Ronaldo, especialmente pelo jornal espanhol AS, nas quais ele teria criticado a comissão técnica, apontando erros decisivos que teriam contribuído para a eliminação do Brasil. “Essa eliminação começa com as decisões tomadas no banco de reservas. Carlo Ancelotti é um dos melhores técnicos da história do futebol, mas hoje ele cometeu muitos erros”, dizia um trecho dessas supostas falas, que também ganharam destaque em veículos brasileiros como a CBN.
Ronaldo nega críticas e classifica relatos como fake news
No entanto, horas depois da divulgação, Ronaldo utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para desmentir qualquer entrevista ou comentário feito após o jogo. Ele afirmou que as declarações veiculadas são falsas e não correspondem à sua opinião ou posicionamento. “Oi, pessoal! Apenas para esclarecer que ontem, após o jogo do Brasil, não dei nenhuma entrevista nem conversei com veículo algum. Qualquer declaração circulando na imprensa não passa de fake news”, escreveu.
Esse episódio reforça a cautela necessária ao analisar informações difundidas na mídia após grandes eventos esportivos, principalmente em momentos de tensão e decepção para torcedores e profissionais envolvidos.
Ancelotti avalia derrota e destaca desempenho da Noruega
Após a eliminação, Carlo Ancelotti falou sobre o confronto em entrevista concedida ao portal ge. O treinador italiano afirmou que a Seleção não merecia sair do Mundial naquele momento e ressaltou a necessidade de olhar para a derrota como o início de um novo ciclo. “Acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, destacou.
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Ancelotti também reconheceu o mérito da Noruega, especialmente do atacante Erling Haaland, que decidiu a partida com dois gols. “Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo […] nós durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”, comentou.
Decisões táticas e polêmicas no ataque da Seleção
Entre os pontos mais discutidos após a partida estão as escolhas do setor ofensivo. A ausência de João Pedro na convocação e o desempenho do jovem Endrick foram temas que dividiram opiniões. A comissão técnica justificou as alterações durante o jogo como tentativas de dar mais profundidade ao ataque. “Teve oportunidade um ou dois minutos depois. Para ter qualidade no último terço, colocamos Neymar e na direita, Endrick”, explicou Ancelotti.
Apesar das mudanças, o Brasil não conseguiu reverter o placar. Endrick perdeu uma chance clara, enquanto Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti no primeiro tempo. A Noruega, por sua vez, contou com a precisão de Haaland para garantir a classificação.
Explicação sobre a escolha do cobrador de pênalti
Sobre a decisão de Bruno Guimarães assumir a cobrança do pênalti, Ancelotti detalhou o critério adotado pela comissão técnica, baseado em estatísticas de desempenho de jogadores durante o último ano. “Porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, explicou.
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Com Neymar, Igor Thiago e Raphinha fora de campo no momento da cobrança, Bruno assumiu a responsabilidade, mas não conseguiu converter contra o goleiro Nyland.
Vinicius Jr. também no centro das análises pós-jogo
Outro nome que apareceu nas discussões sobre a derrota brasileira foi Vinicius Jr. Entretanto, as avaliações envolvendo o atacante também fazem parte das falas atribuídas a Ronaldo, que foram desmentidas pelo próprio ex-jogador. O desempenho do camisa 7 segue sendo tema de debate entre especialistas e torcedores.
Legado de Ronaldo Fenômeno nas Copas do Mundo
Ronaldo Nazário, que marcou época disputando quatro Copas do Mundo, conquistou os títulos de 1994 e 2002 e foi artilheiro do Mundial da Coreia do Sul e Japão com oito gols, é referência para o futebol brasileiro. Com 15 gols em Copas, foi o maior goleador da história do torneio por muitos anos, deixando um legado que inspira as gerações atuais.
O Brasil, agora eliminado antes das quartas de final pela primeira vez desde 1990, vive um momento de reflexão e reconstrução para tentar retomar o caminho rumo ao hexa, que segue distante há 28 anos.
