Última Oportunidade de Assistir ao Show
Depois de encerrar a turnê de despedida da banda O Terno em 2024, Tim Bernardes, o talentoso músico paulista, retorna a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (15/5). O show contará com as 15 faixas de seu mais recente álbum, “Mil coisas invisíveis”, lançado em 2022 durante sua jornada solo.
O disco aborda temas como o envelhecimento, a transição para a vida adulta e o enfrentamento do desconhecido. Bernardes destaca que essa obra representa uma mudança significativa em sua trajetória, passando da introspecção à extroversão.
Esta apresentação será uma oportunidade única para os fãs, pois o artista já confirmou que não fará mais shows com esse repertório. “Não vou mais apresentar essas músicas desse jeito; vai ser um momento inesquecível”, alerta Tim. Para ele, essa despedida será emocional. “Sentirei falta das canções. É um show que realmente gosto de fazer e, inevitavelmente, passará por mudanças”, afirma.
A Turnê e o Crescimento do Público
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Com o álbum anterior, “Recomeçar”, Tim Bernardes apenas realizou um show de despedida em São Paulo. Nos últimos tempos, seu público cresceu significativamente, e ele agora inicia uma turnê com 13 apresentações em oito cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, escolheu o BeFly Hall, um dos maiores espaços da cidade, e os ingressos estão quase esgotados.
Um dos principais motivos por trás dessa despedida é o trabalho em seu próximo álbum. Ao invés de passar todo o ano em estúdio, ele decidiu fazer esta última série de apresentações. “Ano que vem entraremos em uma fase nova”, compartilha.
“Desde o ano retrasado, notamos um crescimento orgânico do público. Muitos pediam esse show novamente, e isso tornou a decisão ainda mais sensata”, comemora Tim.
Tim Bernardes e Seu Papel na Cultura Digital
Reconhecido como um dos principais nomes do indie brasileiro, Tim Bernardes se tornou uma figura icônica nas redes sociais, frequentemente associado a estereótipos que retratam homens alternativos e sensíveis, que optam por brechós e ecobags. Contudo, o artista revela que não acompanha muito esse tipo de repercussão. “Não uso o X e não me detenho em análises sobre isso, mas percebo que existem essas projeções”, pondera.
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Em sua visão, o artista muitas vezes reflete as expectativas do público. “Alguns estereótipos me representam, outros não. Acredito que todos estamos em transformação e que esses rótulos são simplificações”, avalia, enquanto sorri durante a conversa.
Reflexão Através da Música
“Mil coisas invisíveis” é considerado o seu primeiro disco solo, lançado simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa, acompanhando turnês internacionais. Para Tim, este álbum simboliza uma fase de exploração e autoconhecimento. “Eu conheci o mundo, perdi o medo dele e adquiri experiências valiosas como músico. Saber que os ingressos para os shows estão vendidos traz uma confiança diferente”, compartilha.
O disco é descrito por ele como uma tentativa de ampliar a percepção sobre a vida, fugindo da lógica imediata. “É um convite à contemplação do mistério da existência, desde as pequenas coisas até os temas mais profundos”, analisa.
Um Legado Musical Duradouro
Quase quatro anos após o seu lançamento, as canções de Tim continuam a tocar o coração dos ouvintes, abordando amor, crescimento pessoal e relações familiares. Em sua própria análise, o álbum segue uma linha distinta da música pop atual, que tende a ser mais efêmera. “Gosto de criar discos que transcendem o tempo, que façam sentido agora e daqui a 30 anos”, afirma ao considerar a profundidade emocional que busca estabelecer com o público.
“É um refúgio interno. Ir a um show é uma forma de revisitar esse espaço íntimo”, conclui. Além de se apresentar, Tim Bernardes assume diversos instrumentos durante o show, incluindo piano, guitarra e violão. Na apresentação em Belo Horizonte, ele deverá incluir em seu repertório a canção “Minas Gerais”, que celebra a mineiridade, e “Meus 26”, onde canta sobre as “mil coisas invisíveis”.
Embora parte do setlist ainda esteja em aberto, ele explica: “Deixo 30% do repertório livre para ver como a cidade reage, isso torna o show mais divertido e espontâneo para mim”.
