Privatização da Copasa avança com novo contrato
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou, nesta segunda-feira, 26, a prorrogação do contrato com a cidade de Belo Horizonte até 2073. Essa renegociação, considerada um dos principais obstáculos econômicos para a venda da empresa estatal, foi finalmente resolvida, permitindo que o processo de desestatização avance para suas etapas finais, conforme indicam fontes próximas ao assunto. Os potenciais investidores estratégicos interessados em adquirir 30% da Copasa devem apresentar garantias de recursos, estimando-se que o valor para a compra gire em torno de R$ 6,5 bilhões.
Em um aviso importante, a Copasa confirmou que firmou um aditamento ao convênio com a Prefeitura de Belo Horizonte, estendendo o contrato até 7 de fevereiro de 2073, a fim de assegurar a continuidade e a universalização dos serviços de saneamento na capital mineira. Esse acordo estipula um repasse total de R$ 1,3 bilhão ao município, a ser realizado entre 2026 e 2028.
Modelo para outras cidades e importância da privatização
O contrato com Belo Horizonte deverá servir como modelo para a renovação de acordos com outras cidades do estado de Minas Gerais. Carlos Piani, CEO da Sabesp, destacou que a definição do contrato com a capital mineira é considerada “crítica” para a avaliação de todo o negócio. A expectativa é que a privatização da Copasa possa gerar um montante que varia entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, segundo informações de mercado. A operação será do tipo secundária, com o governo mineiro, que atualmente detém 50,03% da empresa, vendendo suas ações, o que poderá reduzir sua participação para 5%. A proposta de venda é esperada para ocorrer entre abril e maio deste ano, antes do início da corrida eleitoral.
Impacto financeiro e futuro da privatização
O ex-governador mineiro, Romeu Zema, que deixou seu posto para se candidatar à Presidência da República, comentou que os recursos obtidos com a privatização da Copasa serão direcionados para o quitação de dívidas do estado com a União. Com essa movimentação, a previsão é que o estado consiga equilibrar suas contas, além de facilitar a gestão dos serviços de saneamento na região.
Este avanço no processo de privatização da Copasa reflete um movimento maior em direção à modernização e eficiência nos serviços públicos, que se tornaram essenciais para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Acompanhar o desenrolar deste processo e o impacto que ele trará para a população será crucial nos próximos meses.
