Funcionários da Educação de Belo Horizonte Entram em Greve
Belo Horizonte – Iniciou-se, nesta terça-feira (28/4), a greve dos servidores da educação da capital mineira, conforme anunciado pelo sindicato da categoria. Em assembleia realizada na segunda-feira (27/4), os trabalhadores deliberaram pela paralisação em resposta ao que chamam de um “apagão da educação”. As escolas não terão aulas durante a greve, visando chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas na área educacional.
Após a decisão, os servidores se dirigiram até a Prefeitura de Belo Horizonte, onde, ao longo do caminho, abordaram a população, informando sobre a greve e os problemas que estão enfrentando. Em uma nota divulgada nas redes sociais, o Sind-Rede/BH destacou: “Não podemos aceitar o desmonte promovido pela gestão do prefeito Álvaro Damião e da secretária Natália Araújo. Nossa Campanha Salarial de 2026 exige respeito!”.
Principais Reclamações dos Servidores da Educação
Entre as principais queixas dos educadores estão:
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- Excesso de trabalho e carga horária
- A falta de professores nas turmas
- Implicações de improvisos na gestão das escolas
- Condições precárias no turno integral da educação infantil, com a substituição de professores por contratações via Organização da Sociedade Civil (OSC)
- Valorização dos profissionais da educação
- Aplicação da Lei do Piso Salarial
- Melhoria na qualidade da educação pública
Conforme informado pelo Sind-Rede/BH, a paralisação busca abordar todas essas questões. “A qualidade da educação pública e o atendimento digno aos nossos estudantes e crianças estão em risco”, complementa a nota do sindicato.
Durante o ato, os trabalhadores da educação entoaram gritos de ordem, como: “É greve, é greve, é greve, é greve, até que o Damião pague aquilo que nos deve”, referindo-se ao prefeito da cidade.
Posição da Prefeitura e Acordos Firmados
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A Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou que há um acordo em vigor com os servidores desde o ano anterior, que prevê compromissos até este ano. Entre as condições acordadas, destaca-se a promessa de recomposição salarial pela inflação, a ser aplicada em 2026. Em comunicado, a prefeitura afirmou: “A greve se inicia, portanto, mesmo havendo um acordo”.
Os trabalhadores alegam que a gestão municipal não tem se pronunciado adequadamente sobre as demandas, enquanto a SMED ressalta que, desde o começo deste ano, tem promovido reuniões com representantes sindicais para discutir propostas relacionadas às especificidades da categoria.
Medidas Tomadas pela Prefeitura para Valorização dos Profissionais
Entre as ações adotadas pela PBH para atender às demandas dos servidores, estão:
- Estabelecimento de data-base para reajuste salarial
- Criação de duas novas progressões por escolaridade, resultando em um aumento de até 10,25% na carreira
- Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais, para professores com carga de 4,5 horas diárias
- Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou mais, que agora é de R$ 60 por dia
- Reajuste de mais de 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais
- Criação de um benefício cultural para aposentados
- Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme a legislação vigente
- Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026
Ainda conforme a prefeitura, mais de 3,1 mil professores foram nomeados por meio dos editais SMED 1/2021 e 03/2023, entre os anos de 2024 e 2026. O concurso regido pelo Edital 3/2023 foi prorrogado, e a administração estuda a realização de um novo concurso público voltado para a área da educação.
A SMED reafirma seu respeito ao direito de livre manifestação e se compromete a manter um diálogo permanente com os servidores, além de valorizar o trabalho dos profissionais da educação, conforme afirmado em uma nota.
