Edgar Ricardo de Oliveira: A Chacina e a Revelação dos Celulares
Edgar Ricardo de Oliveira, de 32 anos, condenado pela bárbara chacina que tirou a vida de sete pessoas em Sinop, Mato Grosso, foi surpreendido com 13 celulares em sua cela na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A situação foi descoberta no dia 22 de agosto, quando o juiz Geraldo Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais, decidiu transferi-lo para o isolamento.
Segundo informações obtidas no processo, a equipe do Grupo de Intervenção Rápida recebeu denúncias sobre o uso irregular de aparelhos celulares por Edgar. Ao realizar a abordagem na cela B-02 do Raio 8, os agentes notaram que o condenado estava inquieto. Embora nada tenha sido encontrado em sua pessoa durante a revista, a inspeção detalhada na cela revelou um compartimento secreto sob a cama de concreto.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Dentro desse espaço, foram encontrados não apenas os 13 celulares, mas também 8 carregadores, 1 fone de ouvido, 7 cabos carregadores, 7 fios de energia e até um rolo de arame. Além disso, havia uma carta que fazia referência a um número telefônico, indicando uma possível rede de comunicação externa.
Como consequência dessa grave infração, o juiz impôs uma série de restrições a Edgar. Ele deverá permanecer em uma cela individual, receber visitas quinzenais – limitadas a duas pessoas por vez – e essas devem ocorrer em ambientes projetados para evitar o contato físico e a passagem de objetos. O condenado terá direito a dois horários diários de banho de sol, mas em grupos de no máximo quatro detentos, desde que não haja contato com integrantes do mesmo grupo criminoso. As entrevistas serão monitoradas, exceto aquelas realizadas com seu advogado, e o conteúdo das correspondências será rigorosamente fiscalizado. Além disso, participará de audiências judiciais por videoconferência, com a presença do defensor no mesmo local.
Se o comportamento de Edgar persistir, o juiz não descarta a possibilidade de transferi-lo para uma penitenciária federal, onde as condições de segurança são mais rigorosas.
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Fonte: agazetadorio.com.br
A Chacina de Sinop
O massacre ocorreu no dia 21 de fevereiro de 2023, após Edgar e seu cúmplice, Ezequias Souza Ribeiro – que morreu em confronto com a polícia – perderem duas partidas de sinuca, onde estavam apostando R$ 4 mil. Humilhados pelas piadas dos presentes, eles buscaram armas em uma caminhonete estacionada em frente ao bar e retornaram ao local.
Imagens de câmeras de segurança mostraram os atiradores ordenando que algumas das vítimas se colocassem de costas. Entre os sete mortos estavam Maciel Bruno de Andrade Costa, Josué Ramos Tenório, Adriano Balbinote, Orisberto Pereira Souza, Getúlio Rodrigues Frazão, a filha de Getúlio, uma adolescente de 12 anos, e Eliseu Santos da Silva.
Após executar o ataque, os criminosos fugiram, mas retornaram ao bar para coletar o dinheiro da aposta que havia ficado sobre a mesa. Edgar se entregou à Polícia dois dias depois do massacre, ao saber da morte de Ezequias em um confronto com as autoridades em uma área de mata nas proximidades do aeroporto de Sinop.
