Ações do ex-deputado são alvo de investigação por pressão a autoridades brasileiras
A Procuradoria-Geral da República (PGR) requereu, nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Segundo a denúncia, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou obstruir o andamento da investigação relacionada à tentativa de golpe de Estado, que culminou na condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A acusação da PGR revela que Eduardo buscou apoio de figuras influentes do governo dos Estados Unidos, incluindo aliados do ex-presidente Donald Trump, com o intuito de pressionar autoridades brasileiras e retaliar ministros do STF. Consoante à Procuradoria, essa estratégia foi marcada por ameaças de sanções internacionais direcionadas, não apenas aos magistrados, mas também ao Brasil como um todo.
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“O inconformismo do réu manifestou-se em atos concretos de hostilidade e promessas de retaliação internacional, com a clara intenção de paralisar as investigações penais em andamento”, destacou a Procuradoria nas alegações finais do processo. Para o órgão, os elementos coletados durante a investigação evidenciam que Eduardo Bolsonaro cometeu o crime de maneira continuada, o que agrava sua situação perante a Justiça.
Residente nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, Eduardo não retornou ao Brasil desde então. No último mês, ele também não compareceu ao interrogatório designado pelo STF no contexto desta ação penal. Como não nomeou um advogado particular, a sua defesa está sendo realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).
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Após a apresentação das alegações finais pela PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, estabeleceu um prazo de 15 dias para que a defesa se manifeste. Essa ação judicial está diretamente ligada às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que ocorreu após as eleições presidenciais.
As informações da Procuradoria indicam que tanto Eduardo Bolsonaro quanto o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, também réu neste processo, atuaram para constranger ministros do Supremo por meio de articulações políticas e diplomáticas realizadas no exterior. A PGR reitera que ambos tentaram utilizar suas relações políticas nos Estados Unidos para alterar o curso das investigações e decisões tomadas pela Corte brasileira.
