Ampliação do acesso e qualificação do cuidado em saúde mental
O Governo de Minas Gerais tem investido no fortalecimento da assistência em saúde mental, focando na ampliação do acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), na qualificação das equipes e na garantia dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico. Essa política estadual é estruturada pela rede de atenção psicossocial (Raps), que integra diferentes serviços para assegurar um atendimento contínuo e próximo à comunidade.
Segundo Thaynara de Paula, coordenadora estadual de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o fortalecimento da Raps representa a consolidação de um modelo de cuidado mais humano e acessível. “Fortalecer a Raps significa ampliar o acesso, qualificar as equipes e garantir um cuidado em liberdade, respeitando a trajetória e as necessidades de cada pessoa”, destaca.
Portas de entrada e serviços especializados
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) são a principal porta de entrada para o cuidado em saúde mental no SUS. Nesses locais, os usuários podem buscar atendimento diretamente, sem necessidade de encaminhamento prévio.
As equipes realizam acolhimento, escuta qualificada, avaliação das necessidades e acompanhamento dos casos de menor complexidade. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para serviços especializados da Raps, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
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Os Caps oferecem atendimento multiprofissional e contínuo para pessoas com transtornos mentais e necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. Existem diferentes tipos: Caps I, II e III, sendo que o Caps III funciona 24 horas para casos mais graves; o Caps AD é direcionado ao cuidado relacionado ao uso de álcool e outras drogas; e o Caps i atende crianças e adolescentes.
Além das consultas, esses serviços promovem atividades coletivas, acompanhamento familiar e ações focadas no fortalecimento da autonomia e reinserção social dos usuários. Douglas Macedo, 26 anos, relata que o acompanhamento no Caps tem sido fundamental para sua retomada da convivência social. “O acolhimento e as oficinas têm me ajudado a recuperar o ânimo e voltar a conviver com outras pessoas. Parece algo básico, mas faz muita diferença no dia a dia”, conta.
Expansão e integração da rede na macrorregião Extremo Sul
Na macrorregião de Saúde Extremo Sul, o Plano de Ação Regional de Saúde Mental (PAR) prevê a ampliação e qualificação dos serviços para a população. As ações incluem o fortalecimento dos serviços existentes, implantação de novos pontos de atenção, organização dos fluxos entre municípios e capacitação das equipes.
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O Seminário Macrorregional de Saúde Mental, realizado em 11 de junho pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Pouso Alegre, foi uma etapa importante para esse fortalecimento. O evento reuniu representantes do Ministério Público, Judiciário e SES-MG para promover a troca de experiências e qualificação dos profissionais.
Adriana Aparecida Silva Ferreira, dirigente da SRS, ressaltou que o seminário favoreceu o diálogo entre os diferentes atores da rede, contribuindo para uma atenção mais integrada e resolutiva. Para Amanda Ribeiro de Souza, referência técnica em Saúde Mental da SRS Pouso Alegre, fortalecer a Raps também significa promover cidadania e inclusão social, reafirmando o compromisso com uma política pública que reconhece a saúde mental como essencial para a qualidade de vida.
“Mais do que oferecer serviços, é fundamental garantir que estejam acessíveis, articulados e próximos da realidade dos territórios, para que cada pessoa receba o cuidado adequado no momento em que precisa”, finaliza Amanda Ribeiro.
