Minas Gerais reduz abandono e reprovação no ensino médio público
Minas Gerais tem registrado avanços expressivos na trajetória dos estudantes do ensino médio da rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar caiu de 7,5% para 2,5%, enquanto a reprovação diminuiu de 8% para 2,3%. Além disso, o indicador que mede o atraso escolar, conhecido como distorção idade-série, recuou de 20,3% para 13,7%. Esses números refletem melhorias importantes na permanência e no progresso dos alunos dentro das escolas.
Contexto nacional e programas que impulsionam a melhoria
Esses dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). No Brasil, a reprovação no ensino médio público caiu 62%, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série reduziu 28% no mesmo período. A taxa de aprovação aumentou 11%, sinalizando avanços na permanência e no desempenho dos estudantes.
O MEC tem ampliado e implementado programas estruturantes que estão contribuindo para essa melhora, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também passou por avanços que impactam positivamente os indicadores educacionais.
Programas locais fortalecem o rendimento dos estudantes
Um exemplo de política que tem reforçado esses avanços é o programa Pé-de-Meia, lançado no início de 2024. Em Minas Gerais, 629.242 estudantes foram beneficiados desde sua criação, com uma participação equilibrada entre alunos do sexo feminino (51,5%) e masculino (48,5%).
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, “os resultados mostram que mais estudantes conseguem permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado, graças a uma combinação de políticas públicas focadas na permanência, aprendizagem e melhorias na oferta da educação básica”. Ele destaca também a redução simultânea nos índices de abandono, repetência e atraso escolar no país.
Mais estudantes permanecem e se inscrevem no Enem
Outros indicadores reforçam esse cenário positivo. De 2022 a 2025, as inscrições no Enem feitas por concluintes de escolas públicas aumentaram 46%, evidenciando o crescimento do interesse e da preparação para o acesso ao ensino superior.
Além disso, a taxa de não retorno ao ensino médio — que mede os estudantes que deveriam ter voltado no ano seguinte, mas não retornaram — recuou 28% no período. Manuel Palacios, presidente do Inep, explica que “se esse indicador tivesse permanecido nos níveis de 2022, o Brasil teria quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio em 2025”. Isso mostra que a maior permanência escolar está contribuindo para manter jovens na trajetória educacional.
Dados do IBGE confirmam a tendência de melhora
Outras pesquisas colaboram para o entendimento desse avanço. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação (Pnad Contínua Educação) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta aumento na taxa ajustada de frequência escolar líquida entre jovens de 15 a 17 anos, que passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025 — o maior índice desde 2016.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Como consequência, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% em um ano, uma redução de 16,3%, superando a queda observada nos quatro anos anteriores, quando o índice caiu 13%. Esses números indicam que mais adolescentes permanecem em sala de aula e avançam nos estudos.
Impactos e perspectivas para o ensino médio em Minas Gerais
Os resultados do Censo Escolar 2025 e das demais pesquisas mostram que políticas públicas direcionadas à educação básica, combinadas com programas estaduais como o Pé-de-Meia, estão promovendo impacto concreto na vida dos estudantes e das escolas mineiras. A redução do abandono e da reprovação contribui diretamente para a melhoria da qualidade do ensino médio e amplia as oportunidades de continuidade dos estudos e acesso ao ensino superior.
Essas melhorias refletem um esforço coordenado entre o MEC, o Inep, as secretarias estaduais e municipais de educação, e as escolas, que trabalham para garantir condições adequadas de aprendizagem. A continuidade e a ampliação dessas políticas são fundamentais para consolidar o avanço e assegurar que todos os jovens possam completar o ensino médio com sucesso.
