Nova feira do vinil cria espaço cultural em Belo Horizonte
A cultura do vinil ganha um novo ponto de encontro em Belo Horizonte a partir deste sábado (25/7). A Feira do Vinil Ototoi acontece das 10h às 17h na pracinha ao lado do Ototoi Bar de Discos, na Savassi, reunindo expositores que oferecem vinis, CDs e fitas cassete, tanto novos quanto usados. Além da venda, o evento contará com discotecagem ao vivo, promovendo uma experiência completa para os amantes da música analógica.
Colecionador idealiza evento para fortalecer comunidade
O responsável pela feira é o colecionador Rômulo Espíndola, proprietário da Estalo Stereo, loja de discos localizada dentro do Ototoi. Esse espaço cultural foi idealizado por Bruno Golgher, que também está à frente de projetos como o Café com Letras e o Clube de Jazz. Com quase uma década de atuação no mercado dos vinis, Rômulo traz uma trajetória que começou ainda na infância, com o hábito de desenhar capas de LPs, passando por sua experiência como DJ no interior de Goiás, até se estabelecer em Belo Horizonte há 20 anos, onde se identifica como “goiano com alma mineira”.
Fortalecimento da cultura analógica em foco
Para Rômulo, a feira chega em um momento importante para a valorização da cultura analógica na capital mineira. “Esse é um espaço para fomentar a cultura analógica, criar comunidade e fortalecer os colecionadores. É um ambiente cultural, com música, bons drinks e comida, oferecendo uma experiência completa”, explica. O público poderá encontrar discos, CDs e fitas com preços que variam entre R$ 20 e R$ 200, com um acervo voltado principalmente para a música brasileira e mineira, incluindo artistas contemporâneos como Marina Sena e Liniker.
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Programação e público diversificado
A trilha sonora será garantida pelo DJ JJBZ e convidados, que promovem a discotecagem em vinil ao longo do dia. A gravadora Três Selos Rocinante participa com uma banca exclusiva, oferecendo benefícios exclusivos para assinantes do clube, como drinque de boas-vindas, desconto de 10% nas compras e acesso a uma seleção especial de títulos. Além dos colecionadores experientes, a feira é pensada para receber iniciantes, famílias e até mesmo pets, reforçando seu caráter inclusivo e acolhedor. “É para quem é entusiasta da música, para pais e filhos, para colecionadores e para quem quer conhecer esse universo”, destaca Rômulo.
Movimento analógico em crescimento pós-pandemia
O interesse pelos discos aumentou após a pandemia, acompanhando uma valorização mais ampla das experiências analógicas. “No pós-pandemia, a música passou a conectar ainda mais as pessoas, gerando uma demanda crescente por discos e por tudo que envolve esse cenário”, avalia o idealizador. Ele observa que essa valorização ocorre também em outras áreas, como a fotografia e os clubes de leitura, que têm crescido no mesmo ritmo. Esse movimento inspira a programação do Ototoi Bar, que recentemente lançou um clube de audição para os amantes do vinil.
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