Condenação por esquema de leilão falso em Minas Gerais
A Justiça de Minas Gerais sentenciou 19 pessoas denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por participação em um esquema de estelionato envolvendo leilões falsos de veículos. A decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Frutal, no Triângulo Mineiro, fixou penas de seis a 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado para os réus.
Operação Martelo Virtual II desmantela rede criminosa
O grupo criminoso foi desarticulado durante a operação Martelo Virtual II, que revelou uma estrutura complexa de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro atuando nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. A organização se especializou no chamado “golpe do leilão”, aplicando estelionatos por meio de sites falsos para venda de veículos que jamais eram entregues às vítimas.
Segundo a denúncia do MPMG, entre 2021 e 2025, os envolvidos induziram dezenas de pessoas ao erro para realizar transferências via Pix e TED sob a falsa promessa de arrematação de automóveis. Para ocultar os recursos ilícitos, a quadrilha utilizava empresas de fachada e contas bancárias de terceiros.
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Fonte: curitibainforma.com.br
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Divisão das funções e lavagem de dinheiro
A organização funcionava com núcleos distintos para as áreas financeira, operacional e de lavagem de capitais. Entre as práticas identificadas estão a operação de empresas fictícias para dissimular valores, a gestão do fluxo financeiro com saques e redistribuição dos recursos, além da captação de laranjas para fornecer contas bancárias. Também foram constatados casos de receptação dos valores obtidos por meio dos golpes.
O juiz responsável pela sentença detalhou o modus operandi da reciclagem do dinheiro ilícito, revelado pelas investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Sócios de uma suposta transportadora compravam veículos antigos colecionáveis, especialmente Kombis Volkswagen a partir de 1963, para realizar reformas estéticas e revender os automóveis por preços superfaturados.
Além disso, a lavagem incluía a administração oculta de boxes comerciais em shoppings populares de São Paulo e a venda em larga escala de frotas de veículos. Os suspeitos adulteravam documentos e chassis, simulavam vendas para membros da quadrilha ou lojas parceiras com valores muito acima do real, criando contratos falsos para dar aparência legal ao dinheiro obtido nos golpes virtuais.
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Fonte: odiariodorio.com.br
O sistema Infoseg apontou que pelo menos 32 veículos foram usados no esquema, que movimentou aproximadamente R$ 2.622.489.
Destinação de bens apreendidos e reparação das vítimas
Além das penas de reclusão, o juiz determinou que os bens apreendidos e valores bloqueados por meio do Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário) sejam destinados à reparação direta dos prejuízos causados às vítimas do golpe. Caso reste algum valor após o ressarcimento, este será revertido para os cofres do Estado de Minas Gerais.
