Custos Elevados de Saúde nos Estados Unidos
No dia 5 de maio, a influenciadora brasileira Débora Rocha trouxe à tona uma questão importante: os altos custos de atendimento médico no exterior, especialmente nos Estados Unidos, e os riscos de viajar sem seguro. Durante uma viagem a Orlando, a influenciadora sofreu uma mordida de cachorro e precisou buscar atendimento de urgência, recebendo uma fatura estimada em US$ 17 mil, que equivale a cerca de R$ 85 mil.
Segundo Débora, os valores cobrados incluem diversos procedimentos realizados no hospital, como vacinas avaliadas em aproximadamente US$ 2,5 mil cada, aplicação de imunoglobulina estimada em US$ 4 mil e uma taxa de atendimento inicial que gira em torno de US$ 5 mil. Apesar de todo este custo, ela não teve que arcar com a despesa, pois possuía um seguro viagem que cobria até US$ 175 mil em despesas médicas.
Esse incidente evidencia um cenário já familiar para o setor de turismo: o sistema de saúde nos EUA pode apresentar custos exorbitantes, mesmo para atendimentos considerados simples. O episódio reforça a necessidade de planejamento por parte dos viajantes, principalmente ao visitar lugares onde os serviços de saúde operam com preços elevados.
Dados de Custos Médicos em Orlando
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Um levantamento recente do Affinity Seguro Viagem revelou estimativas sobre os custos médicos em Orlando, um dos destinos turísticos mais populares entre os brasileiros. De acordo com os dados, uma cirurgia de apendicite pode custar cerca de US$ 50 mil, enquanto um tratamento para torção de tornozelo pode gerar despesas próximas a US$ 5,8 mil. Até mesmo atendimentos simples, como consultas por febre ou dor de cabeça, podem custar em torno de US$ 200.
Essas informações demonstram que os custos podem variar significativamente, dependendo do tipo de atendimento, da infraestrutura hospitalar e dos medicamentos utilizados. Portanto, é vital que os viajantes estejam cientes do potencial impacto financeiro de qualquer eventualidade médica.
Baixa Adesão ao Seguro Viagem
Além dos altos custos, dados de 2026 indicam um descompasso preocupante entre o volume de viagens e a adesão ao seguro viagem. Um levantamento do Affinity Seguro Viagem, baseado em dados da ANAC e da SUSEP, revelou que mais de 8,3 milhões de brasileiros viajaram para o exterior no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, cerca de 25,2 milhões realizaram viagens dentro do país.
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Apesar do grande fluxo, a contratação do seguro viagem permanece em níveis alarmantemente baixos. Aproximadamente 7,8 milhões de viajantes internacionais embarcam sem qualquer cobertura, enquanto apenas 468,5 mil optam por contratar seguro. A situação é semelhante no turismo doméstico, onde cerca de 25 milhões de passageiros viajam sem proteção enquanto apenas 163,5 mil possuem seguro.
Previsões e Recomendações para Viajantes
A previsão para o fechamento de 2026 sugere que mais de 33,3 milhões de brasileiros devem viajar ao exterior, o que aumenta a preocupação do setor em relação aos riscos financeiros enfrentados por turistas em potencial. O crescimento do fluxo de viagens internacionais ainda acontece em paralelo à baixa adesão a seguros de saúde.
Marilberto França, CEO do Affinity Seguro Viagem, destaca que o seguro viagem deixou de ser um item opcional há muito tempo. “É uma ferramenta essencial de proteção financeira e assistência ao viajante. Casos como este mostram que imprevistos acontecem e, sem cobertura, podem comprometer completamente a experiência e até a estabilidade financeira do turista”, afirma.
França recomenda que, para destinos como os Estados Unidos, os viajantes contratem planos com cobertura mínima de US$ 60 mil para despesas médicas e hospitalares, considerando os custos que o sistema de saúde local impõe, especialmente em situações de emergência.
Conscientização e Regulamentação
A discussão sobre a importância do seguro viagem também envolve aspectos regulatórios e a conscientização do consumidor. Em determinados países, a contratação de seguro é obrigatória para a entrada de turistas, enquanto em outros locais essa decisão permanece opcional, influenciando o comportamento dos viajantes brasileiros.
Embora a ampliação do acesso à informação e a divulgação de casos reais colaborem para aumentar a percepção de risco, isso ainda não se reflete em um aumento proporcional na adesão a seguros. O cenário atual sugere a necessidade de um acompanhamento mais próximo por parte de agentes de viagem e empresas do setor, a fim de garantir que os turistas estejam devidamente protegidos durante suas viagens.
