Impasses nas chapas ao governo de Minas Gerais
Faltando apenas uma semana para as convenções partidárias, as chapas ao governo de Minas Gerais permanecem indefinidas, especialmente no que diz respeito às articulações do Partido dos Trabalhadores (PT). O principal entrave está na formação da chapa do PT, que, após a desistência da pré-candidata ao Senado Marília Campos em disputar o governo, voltou a focar no deputado federal Patrus Ananias. Durante agenda no Norte de Minas, no último sábado, Patrus reuniu-se com a presidente estadual do PT, deputada Leninha, que lidera o movimento pela candidatura própria do partido.
Em entrevista ao portal RSena de Bocaiúva, Patrus Ananias confirmou a intenção de concorrer a um 5º mandato na Câmara dos Deputados, mas não descartou a possibilidade de ser convocado pelo presidente Lula para integrar a chapa ao governo de Minas. “Sou nesse momento pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Eu quero continuar na Câmara dos Deputados, por isso eu pré-candidato para lá continuar. Outras possibilidades que se abrirem, eu vou conversar primeiro com o presidente Lula. Não tomarei nenhuma decisão que não seja acertada com a nossa liderança maior que é o presidente Lula. E também é claro, vou acertar considerando também os compromissos que nós temos com o povo de Minas Gerais”, declarou.
Articulações do PSB e PDT na corrida estadual
No campo do PSB, o pré-candidato ao governo, Jarbas Soares, ex-Procurador-Geral de Justiça do Estado, também se coloca como uma opção de palanque para Lula em Minas Gerais. Jarbas busca consolidar uma frente ampla que inclui as federações União Brasil-Progressistas e Cidadania-PSDB, além do MDB do pré-candidato Gabriel Azevedo, estratégia que pode ampliar o tempo de rádio e televisão durante a campanha.
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Por sua vez, o pré-candidato pelo PDT, Alexandre Kalil, que foi prefeito de Belo Horizonte, ainda não definiu seu vice nem fechou alianças, apesar de reafirmar sua candidatura ao governo. O cenário no PDT segue em aberto quanto à composição da chapa.
Definições no campo da direita e alianças em disputa
Na direita, o atual governador e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões, do PSD, afirmou que a indicação do vice caberá ao seu padrinho político, o ex-governador e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, do partido NOVO. “A formação da minha chapa tem duas posições definidas, a minha que é do PSD, a posição do governador, e uma posição da federação União-PP, da candidatura do candidato a senador Marcelo Aves. As outras vão ser construídas ao longo das próximas semanas e o meu vice será indicado por Zema. E é um pouco diferente porque o contexto nacional da pré-candidatura do governador acaba entrando nessa ponderação. Nós só vamos ter essa resposta confirmada a partir do dia 25, quando os partidos começam a fazer as suas convenções”, explicou Mateus.
Outro ponto de indefinição está na chapa do Republicanos e do PL, que aguarda a decisão do senador Cleitinho sobre disputar ou não o governo de Minas Gerais, decisão prevista para agosto. Enquanto isso, o PL, partido de Flávio Bolsonaro, já se articula para lançar um nome próprio ou até uma chapa “puro-sangue” caso Cleitinho desista da candidatura.
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Fonte: belzontenews.com.br
O deputado federal Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado pelo PL, afirmou à CBN que a prioridade do partido é formar uma aliança com Cleitinho. No entanto, caso ele decline, o PL já avalia outros nomes para compor um palanque para Flávio Bolsonaro no estado, evidenciando o clima de indefinição nas chapas estaduais.
