Promoção da Cultura da Paz nas Escolas
No dia 17 de novembro, o Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, localizado no bairro Águas Claras em Salvador, foi palco de atividades que aliam arte e educação. Esta iniciativa, promovida pelo Governo da Bahia através da Secretaria de Cultura (SecultBA), tem como foco destacar a importância de ações que integrem cultura e educação de maneira conjunta.
Realizadas em colaboração com o Ponto de Cultura Associação de Arte e Cultura Social (Cajaarte), as atividades utilizam o método do Teatro do Oprimido, desenvolvido pelo renomado teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Essa abordagem é parte do Projeto Pela Paz nas Escolas, que conta com o apoio do Governo da Bahia.
As oficinas de Teatro do Oprimido, que foram conduzidas pelo artista e educador Felipe Bonfim, têm como intuito promover a experimentação de jogos e atividades teatrais que seguem uma metodologia libertadora. A interação com alunos do Ensino Fundamental II visa estimular a reflexão crítica e o diálogo no ambiente escolar, favorecendo discussões sensíveis sobre a realidade da escola e da comunidade.
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, destacou a relevância das iniciativas da SecultBA voltadas para a promoção da cultura da paz. “Acreditamos que a Política Cultura Viva, pela sua essência popular e comunitária, serve como um instrumento fundamental para introduzir a cultura como uma ferramenta pedagógica nas escolas e nas comunidades. Isso contribui para o fortalecimento do diálogo sobre a cultura da paz em todo o estado da Bahia”, afirmou Amanda.
Formação e Sensibilização na Cultura da Paz
Com duas décadas de atuação multidisciplinar, o Cajaarte utiliza diversas linguagens artísticas, esportes, formações profissionalizantes e educação ambiental, além de recursos como uma rádio web. A organização se dedica a sensibilizar estudantes, familiares e educadores sobre a Cultura da Paz. Para Evanir Borges, representante do Cajaarte, a educação deve incluir a consciência de combate à violência como parte essencial do processo de aprendizado.
Evanir ressalta que o Governo da Bahia tem sido um grande aliado em suas ações. “O governador Jerônimo Rodrigues nos apoia desde o tempo em que era secretário de Educação e continua a ser um forte defensor do combate à violência nas escolas. Esse apoio se manifesta por meio de diversas instituições governamentais, com ênfase na colaboração com a Secretaria de Cultura do estado”, comentou.
A diretora do Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, Miriam Oliveira Machado, enfatizou o papel da escola como um espaço fundamental na comunidade. “A escola é o reflexo da presença do Estado em nosso território. É através dela que as famílias se sentem acolhidas e onde conhecimentos, valores éticos, estéticos e socioculturais são transmitidos. O trabalho com o Teatro do Oprimido é uma adição valiosa para fomentar esse debate”, afirmou Miriam.
Teatro do Oprimido: Uma Metodologia Transformadora
A oficina de Teatro do Oprimido propõe uma série de exercícios e experiências que fomentam a reflexão e análise crítica por meio de jogos teatrais. A metodologia de Augusto Boal busca transformar o estudante, o cidadão e até mesmo o espectador, que muitas vezes é um agente passivo do processo educativo e social, em um “espect-ator”, um protagonista ativo e criativo em sua realidade.
Felipe Bonfim, professor de teatro e sociologia, destacou que o objetivo da formação em cidadania cultural por meio do Teatro do Oprimido é garantir que os estudantes desenvolvam uma consciência sobre sua comunidade, território e escola. “Queremos que eles se sintam capacitados para intervir e propor ações que construam um ambiente de qualidade, digno, pautado pela paz e equilíbrio”, concluiu Felipe.
