Gabriel Azevedo apresenta plano de descentralização administrativa em Minas Gerais
Gabriel Azevedo (MDB), candidato ao governo de Minas Gerais, defende a criação de dez governos regionais permanentes para administrar o Estado com equipes técnicas que terão autonomia para tomar decisões. A iniciativa, segundo Azevedo, será implementada sem aumento nos gastos públicos, aproveitando os atuais servidores da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro em Belo Horizonte.
Durante sabatina no telejornal MG1, da TV Globo, na última quinta-feira (17), ele criticou a concentração de cargos de livre nomeação em Belo Horizonte. “Sabe quantos cargos têm de canetada e livre nomeação que o governador coloca naquele prédio enorme? Quase 3 mil. Tudo para Belo Horizonte? Tem gente que acha que governar Minas Gerais é cuidar de Belo Horizonte. Não é. Entre esses 3 mil cargos, eu não vou usar nem 2% para a gente direcionar o governo para cada uma das regiões”, afirmou Azevedo (MDB).
Divisão regional para fortalecer a gestão e o acompanhamento local
A proposta de Azevedo prevê equipes regionais com cerca de quatro integrantes em cada uma das dez áreas do Estado. O objetivo é manter um canal direto com as prefeituras locais e acompanhar de perto as obras e projetos em andamento. Ele também criticou o governo atual, comandado por Mateus Simões (PSD), que alterou a capital mineira temporariamente 20 vezes neste ano para governar de diferentes cidades. “O governo muda a capital por 24 horas e pergunto, o que mudou? O governo tem que estar perto de você, usando aquilo que está mofando na Cidade Administrativa”, declarou.
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Plano para transporte coletivo inspirado em modelos de São Paulo e Vitória
Além da regionalização administrativa, Azevedo propõe um programa estadual para o transporte coletivo. A ideia inclui repasses públicos condicionados a metas de desempenho e a integração tarifária entre metrô e ônibus. Ele defende a articulação entre o transporte estadual e municipal na região metropolitana e em polos de grande circulação, como o Vale do Aço.
“Eu quero o que São Paulo já tem, Vitória já tem, um transporte coletivo que faça sentido e que o cidadão pague menos e use mais. Porque se nós não colocarmos as pessoas no ônibus, no metrô, o trânsito vai ficar cada vez pior”, enfatizou.
Sobre a proposta de subsídio ao transporte público em Belo Horizonte, Azevedo explicou que a ideia foi apresentada pelo ex-prefeito Fuad Noman (PSD) quando ele presidia a Câmara dos Vereadores. Ele condicionou o subsídio a contrapartidas que incluam transporte gratuito para moradores de vilas e favelas, estudantes e outros grupos vulneráveis.
