Expansão do gás natural em Minas Gerais
A Gasmig, estatal responsável pelo fornecimento de gás em Minas Gerais, prepara um investimento robusto para ampliar sua infraestrutura nos próximos cinco anos. O projeto abrange desde o Norte até o Sul do estado, com destaque para um aporte de R$ 1 bilhão direcionado ao desenvolvimento do biometano no Triângulo Mineiro.
Gustavo De Marchi, presidente da Gasmig, destacou em entrevista ao programa ‘Alta Voltagem’, da CNN, que a entrada de grandes indústrias no mercado de gás natural pode significar a adição de milhares de metros cúbicos ao consumo diário, atualmente em torno de 3 milhões de metros cúbicos no mercado livre de Minas.
Projetos estratégicos para o Norte e Sul de Minas
No Norte do estado, a construção de uma usina termelétrica pela Sudene é vista como peça-chave para viabilizar novos gasodutos e ampliar o acesso ao gás em comunidades locais. Com investimentos previstos superiores a R$ 178 milhões, a usina deve começar a operar em 2028, reforçando a infraestrutura regional.
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Já no Sul de Minas, a Gasmig planeja uma conexão por gasoduto entre Bragança Paulista (SP) e Extrema (MG). Além disso, há intenção de instalar uma termelétrica e um data center em Extrema, demandas que exigem atualização dos projetos para garantir eficiência no atendimento.
Biometano: energia renovável com potencial no Triângulo Mineiro
A aposta da Gasmig no Triângulo Mineiro está na produção de biometano, uma fonte renovável de energia gerada a partir da purificação do biogás extraído da decomposição de resíduos orgânicos. O setor agroindustrial da região oferece condições favoráveis para essa produção.
O edital público lançado pela estatal prevê investimentos de até R$ 1 bilhão para a implantação de cerca de 400 quilômetros de rede dedicada ao biometano. A expectativa é alcançar uma produção anual de 250 mil metros cúbicos desse gás, principalmente oriundo da indústria sucroalcooleira.
De Marchi ressalta que avanços na regulamentação são essenciais para que os benefícios ambientais do biometano sejam devidamente reconhecidos e valorizados, impulsionando a adoção dessa fonte limpa de energia.
