Servidores Educacionais se Mobilizam
A greve na rede municipal de ensino de Belo Horizonte completou 15 dias nesta segunda-feira, 11 de maio, com uma significativa manifestação dos trabalhadores da educação. Aproximadamente mil pessoas se reuniram na Praça Afonso Arinos, no Centro da cidade, para reforçar a paralisação e pressionar a gestão do prefeito Álvaro Damião (União). Durante o ato, a categoria decidiu manter a greve, intensificando a pressão sobre o diálogo com a secretária municipal de educação, Natália Araújo.
Após a manifestação, o prefeito recebeu representantes do comando de greve, por volta das 14h, em uma reunião que contou também com a presença de uma equipe técnica da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O objetivo do encontro foi dar continuidade às discussões sobre as pautas apresentadas pelos educadores. Estiveram presentes líderes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel).
A Voz dos Sindicalistas
A diretoria do Sind-Rede/BH informou que cerca de 1.500 profissionais da educação se uniram à greve, representando aproximadamente 40% dos trabalhadores da rede. Embora a greve tenha ganhado força, a direção do sindicato ressaltou que apenas algumas escolas estão completamente paradas. A Prefeitura de Belo Horizonte, até o momento, não divulgou informações sobre o número de professores afetados, alunos prejudicados ou escolas que aderiram integralmente à greve.
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Carol Pasqualini, representante do Sind-Rede/BH, destacou que a reunião da tarde teve como foco a exposição das reivindicações da categoria. “Foi um primeiro momento de escuta e agora aguardamos os próximos desdobramentos”, afirmou. Segundo o sindicato, a mobilização foi fundamental para que o encontro com a administração municipal acontecesse, e eles continuarão a pressionar até que suas demandas sejam atendidas.
Reivindicações da Categoria
As reivindicações da categoria não se limitam apenas à recomposição salarial. Os educadores levantaram importantes pontos que impactam diretamente o funcionamento das escolas e a qualidade do ensino, incluindo:
- Abertura para Negociação: Falta de diálogo sobre as pautas específicas dos profissionais concursados.
- Valorização da Carreira: Reconhecimento da defasagem salarial que afeta o trabalho dos educadores.
- Condições de Trabalho: Problemas estruturais e a sobrecarga de trabalho que comprometem o ambiente escolar.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
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Fonte: novaimperatriz.com.br
Apoio Político à Mobilização
A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) esteve presente na manifestação e expressou apoio aos professores em suas redes sociais. “Toda minha solidariedade aos profissionais da educação que estão em greve em Belo Horizonte”, postou a deputada. Durante o ato, ela fez uma ligação ao prefeito Álvaro Damião, questionando sobre a possibilidade de um diálogo mais direto com a categoria. O prefeito informou que havia solicitado um encontro com todos os envolvidos para esta semana, e a reunião ocorreu na segunda-feira à tarde.
Duda Salabert enfatizou que a greve vai além das questões educacionais, afirmando: “É uma greve pelo modelo de Belo Horizonte que queremos”. A deputada criticou um suposto processo de privatização da educação na cidade, afirmando que o desmonte da educação pública é precedido de um sucateamento dos serviços.
Novas Mobilizações à Vista
O Sind-Rede/BH está organizando novas manifestações para esta semana, com o intuito de sensibilizar a opinião pública e pressionar a prefeitura. Estão programadas ações nas regionais de greve e encontros com as famílias de alunos nas regiões de Venda Nova, Barreiro e Centro-Sul. Uma nova assembleia está marcada para quinta-feira, 14 de maio, às 14h, também na Praça Afonso Arinos.
Posicionamento da Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, reiterou que existe um acordo vigente com a categoria desde o ano passado, prevendo compromissos que devem ser honrados até este ano, incluindo a recomposição salarial pela inflação em 2026. A Secretaria Municipal de Educação (SMED) afirmou que, desde o início do ano, tem promovido reuniões com representantes sindicais para discutir as pautas da categoria.
Entre as medidas já implementadas, estão a instituição de data-base para reajuste salarial, a criação de novas progressões por escolaridade com ganho significativo na carreira, além do aumento no vale-refeição e na ajuda de custo para alimentação dos professores. A Prefeitura também anunciou a nomeação de mais de 3.100 professores entre 2024 e 2026, através de editais de convocação.
