Greve dos Educadores de Minas Gerais
A partir desta quarta-feira (4), professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais entram em greve. A decisão foi tomada após o anúncio do Governo de Minas, realizado na segunda-feira (2), que estabeleceu um reajuste salarial de apenas 5,4%. A proposta não foi bem recebida pela categoria, que considera o índice insuficiente diante da defasagem salarial acumulada nos últimos anos.
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reivindica uma correção mais significativa, considerando que os educadores enfrentaram perdas salariais durante a gestão do governador Romeu Zema. Segundo o sindicato, o estado deve compensar uma defasagem de 41,83% em salários desde 2019 até 2025, período em que a categoria alega ter recebido menos do que era devido ou que o pagamento não foi realizado.
Em resposta às reivindicações, o Governo de Minas informou, através de uma nota oficial, que desde o início da atual gestão, em 2019, uma das prioridades foi a reorganização das contas públicas e a regularização dos pagamentos aos servidores. O governo destacou que, em 2022, um reajuste de 10,06% foi autorizado para todos os funcionários do Executivo, e que em 2024, uma nova recomposição salarial de 4,62% também foi estabelecida. Adicionalmente, o governo ressaltou que o 13º salário passou a ser pago em dia, como parte das melhorias na gestão fiscal.
Com a greve em andamento, a categoria busca chamar a atenção para a necessidade urgente de um ajuste que reflita a realidade financeira dos professores e a valorização do trabalho educacional. A expectativa é que a mobilização traga à tona a importância de se investir na educação pública e na valorização dos profissionais que atuam nesse setor.
