Início do Mapeamento do Patrimônio Imobiliário
O Governo de Minas Gerais deu início, nesta terça-feira (28/4), ao projeto Mapeamento e Atualização do Patrimônio Imobiliário do Estado, conhecido como Mapi.MG. O lançamento ocorreu em um evento na Cidade Administrativa e é considerado uma inovação na gestão pública estadual. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), terá abrangência em todo o território mineiro, com o objetivo de aprimorar políticas públicas através de um entendimento mais profundo da infraestrutura do Estado, permitindo uma melhor alocação de recursos.
O Mapi.MG visa mapear a situação jurídica, patrimonial e contábil dos imóveis pertencentes ao Estado, aumentando a transparência e a precisão na gestão dos ativos públicos. A ideia é otimizar o uso das propriedades, eliminar imóveis ociosos e, consequentemente, reduzir gastos com aluguéis e outras despesas associadas.
“O Mapi.MG representa um comprometimento com a eficiência administrativa na gestão pública de Minas. Estamos iniciando um inventário abrangente que nos permitirá mensurar, financeiramente, o patrimônio estadual e regularizar propriedades que necessitam de atualização,” declarou o governador Mateus Simões.
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Execução Multidisciplinar e Expectativas
A execução do projeto contará com a colaboração de empresas especializadas, que trabalharão em várias frentes, incluindo pesquisa histórica, vistorias técnicas, levantamentos topográficos georreferenciados e avaliações financeiras de mercado. Este será o maior levantamento já feito sobre os bens do poder público mineiro.
Atualmente, estima-se que o Estado possua cerca de 11 mil imóveis próprios, um número que pode ser ampliado com a identificação de propriedades que ainda não estão registradas nos sistemas oficiais. A maioria desses imóveis é utilizada para prestar serviços essenciais, como escolas, hospitais, fóruns, batalhões de polícia e delegacias. Contudo, muitos deles ainda não possuem cadastros completos, o que justificou a criação do Mapi.MG.
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Fonte: belembelem.com.br
“Vamos analisar cada um desses imóveis de maneira criteriosa, adotando uma metodologia que leve em conta a condição e o funcionamento de cada propriedade. O foco é garantir serviços de qualidade para a sociedade mineira e melhorar a governança pública,” afirmou a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten.
Fases e Expansão do Projeto
A fase piloto do Mapi.MG incluirá dois eixos estratégicos: a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Vale do Lítio. Na etapa inicial, aproximadamente 950 imóveis serão inventariados em 73 municípios ao longo dos próximos 12 meses. Existe a expectativa de que a iniciativa se expanda gradualmente nos próximos anos, abrangendo todas as regiões do Estado e estabelecendo um novo padrão de modernização e eficiência na administração do patrimônio público.
“O Mapi.MG é uma solução para problemas que perduram há anos e permitirá criar uma estrutura administrativa sólida, com informações detalhadas que apoiarão a tomada de decisões eficazes na gestão pública,” ressaltou o secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão, Rodrigo Matias.
A experiência do Estado do Paraná, que já implementou um projeto semelhante, foi uma fonte de inspiração para o Mapi.MG. Felipe Guilhermette, chefe do Departamento de Patrimônio do Executivo paranaense, esteve presente no evento de lançamento e compartilhou os resultados positivos da atualização do patrimônio imobiliário realizado no sul do país.
Os representantes da Seplag-MG destacaram a relevância da colaboração ativa de órgãos e entidades que gerenciam os imóveis e possuem muitos dos documentos necessários, essencial para o sucesso do projeto. Informações adicionais sobre o Mapi.MG estão disponíveis para consulta às partes interessadas.
