Mariana se destaca no ICMS Cultural em Minas Gerais
Mariana reafirma sua posição de destaque na preservação do patrimônio cultural mineiro ao liderar novamente o ranking do ICMS Cultural, conforme dados do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) para o exercício de 2027. Essa liderança, mantida por quase vinte anos, revela a continuidade e o compromisso das políticas públicas locais voltadas à proteção e valorização da memória e da história do município.
Incentivo à preservação por meio do ICMS Cultural
O ICMS Cultural, criado pelo Governo de Minas Gerais, é um mecanismo que incentiva os municípios a protegerem seus bens culturais. A partir de critérios técnicos definidos pelo IEPHA-MG, os municípios recebem uma parcela do ICMS proporcional às ações e políticas de preservação que desenvolvem. No exercício de 2027, Mariana alcançou 67,80 pontos, resultado que reflete, entre outros aspectos, a presença de núcleos urbanos tombados, como o Centro Histórico e o núcleo de Santa Rita Durão, além das iniciativas voltadas ao patrimônio imaterial e das obras de restauração em andamento.
Investimentos em restauração e valorização
Os recursos obtidos pelo ICMS Cultural são destinados ao Fundo Municipal de Patrimônio Cultural (FUMPAC), que atua em conjunto com o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (COMPAT). A legislação prevê que esses recursos sejam aplicados exclusivamente em ações de preservação. Recentemente, o município investiu na restauração da Capela de Nossa Senhora da Glória, em Barro Branco, e liberou recursos para a recuperação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Padre Viegas.
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Outro projeto importante é a reativação das fontes do Centro Histórico, que voltarão a funcionar com água potável, valorizando o conjunto histórico e aprimorando os espaços públicos de Mariana. Essas iniciativas reforçam o compromisso do município com a conservação do patrimônio material e imaterial.
Preservação como identidade cultural
Mariana, reconhecida como cidade histórica e Primaz de Minas, utiliza a preservação do patrimônio não apenas como obrigação legal, mas como forma de valorizar sua identidade cultural e manter viva a memória que a torna referência no cenário cultural de Minas Gerais. A liderança no ICMS Cultural confirma a importância das políticas contínuas para garantir que a história construída ao longo dos séculos permaneça acessível e presente para as próximas gerações.
