Demandas da Família e Controvérsias sobre a Morte
A família de Luiz Phillipi Mourão, conhecido por sua suposta ligação com o grupo de Daniel Vorcaro, expressou sua indignação em relação à falta de acesso a informações sobre o inquérito que investiga sua morte, ocorrida em 6 de março em Belo Horizonte. Até o presente momento, nem a Polícia Federal (PF) nem o Supremo Tribunal Federal (STF) permitiram que os familiares tivessem acesso aos dados pertinentes ao caso, conforme afirmado pelos advogados.
Na ocasião de sua morte, a PF declarou que Mourão teria “atentado contra a própria vida” enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Entretanto, a família se sente “desassistida” e ainda não recebeu o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais que detalha as causas do falecimento.
A Rejeição à Narrativa de Autoextermínio
Os representantes legais de Mourão destacam que ele era uma pessoa com um “amplo convívio social” e que não apresentava histórico de problemas de saúde mental, o que, segundo eles, refuta a narrativa de autoextermínio divulgada. Para a defesa, a falta de transparência em relação aos dados impede um entendimento claro sobre os acontecimentos que levaram Mourão ao hospital após sua detenção.
Além disso, os advogados criticam o uso da palavra “sicário”, que foi atribuída a Luiz Phillipi em decisões judiciais, o que, segundo eles, gera uma “imputação de extrema gravidade”. O grupo de defesa se compromete a proteger a honra do investigado, mesmo após sua morte, e já declarou que tomará providências legais a fim de resguardar a memória de Mourão.
Busca por Transparência e Elucidação dos Fatos
A família argumenta que não existem evidências concretas que justifiquem a atribuição do termo e que a manutenção dessa narrativa sem respaldo fere a memória do indivíduo. O objetivo agora é obter os elementos gerados na terceira fase da Operação “Compliance Zero”, a fim de avaliar a consistência das alegações e buscar uma elucidação técnica e abrangente dos fatos relacionados ao caso.
Até o fechamento desta matéria, a equipe do G1 tentou contatar a Polícia Federal, o STF e o IML de Minas Gerais, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para que as instituições se manifestem a respeito da situação.
