Inauguração de unidade móvel em Dourados
No último sábado (25), o Ministério da Saúde deu um importante passo ao inaugurar uma unidade móvel na aldeia Bororó II, na Reserva Indígena de Dourados, Mato Grosso do Sul. A cerimônia contou com a presença da secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, e do diretor do departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso. Esta iniciativa é parte do compromisso do governo brasileiro no combate à chikungunya na região. A nova unidade de saúde é um esforço estratégico para oferecer atendimento qualificado e próximo às populações indígenas.
A unidade móvel funcionará como um ponto de atenção à saúde dentro da aldeia, através das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). Essa abordagem visa promover um cuidado integral que respeite as especificidades culturais da população local, ampliando o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com uma permanência prevista de 90 dias em Dourados, a estrutura conta com um consultório médico, uma sala de vacinação e um consultório multiprofissional, permitindo uma oferta integrada de serviços de saúde.
“O Governo Federal não poupou esforços para que essa ação se tornasse realidade. O município decretou emergência e recebeu um aporte financeiro de R$ 850 mil, destinado a Dourados. Graças a isso, conseguimos oferecer uma resposta rápida, impulsionada pela dedicação dos profissionais de saúde que atuam diretamente no território, conhecendo as lideranças locais”, afirmou Lucinha Tremembé, destacando a importância do vínculo de confiança com a comunidade.
Capacidade e Serviços da Unidade Móvel
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A nova unidade tem uma capacidade média de atender 50 pessoas por dia, oferecendo serviços que incluem consultas médicas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. Para garantir um atendimento eficiente, a equipe é composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, assegurando que a população indígena receba um suporte contínuo e de qualidade.
Entre os serviços disponíveis, estão avaliação médica, coleta de exames laboratoriais, vacinação de rotina, testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e glicemia, além de monitoramento de gestantes, crianças e vigilância nutricional, bem como acompanhamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Esses serviços visam atender integralmente a saúde da população local.
Vacinação e Estratégias de Enfrentamento
A inauguração da unidade ocorre em um momento crucial no combate à chikungunya no município. Em 17 de abril, Dourados recebeu um lote de vacinas contra a doença, em uma ação coordenada pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. O estado recebeu 46,5 mil doses do imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, o primeiro do mundo contra a chikungunya. Dourados foi contemplado com 43,5 mil doses, enquanto Itaporã recebeu 3 mil.
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A vacinação está agendada para começar no dia 27 de abril, seguindo uma estratégia que prioriza as áreas de maior risco epidemiológico e realiza ações comunitárias. O foco inicial são pessoas entre 18 e 59 anos que estão em maior risco de exposição ao vírus, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
Investimentos Estratégicos na Saúde Local
Além da unidade móvel e da vacinação, o Ministério da Saúde destinou R$ 28,4 milhões para ações emergenciais, com o intuito de aumentar a capacidade de atendimento e fortalecer a assistência especializada em Dourados e região. A atuação da Força Nacional do SUS já resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados, garantindo atenção integral à saúde do trabalhador.
Recentemente, 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE) foram incorporados à equipe, atuando diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Estes profissionais realizam visitas domiciliares, eliminam criadouros e aplicam inseticidas utilizando equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV), tecnologia que proporciona um controle eficaz sobre a reprodução do mosquito transmissor.
As equipes também estão envolvidas na remoção de resíduos que acumulam água parada, focos principais do Aedes aegypti. Até agora, cerca de 1,9 mil imóveis foram visitados, resultando na retirada de 575 sacos de materiais potencialmente perigosos. Além disso, 40 militares do Exército Brasileiro estão contribuindo nesse esforço, ajudando a garantir a saúde da população.
Ainda, foi iniciada a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia que visa ampliar o controle do vetor. Das mil unidades destinadas ao município, 324 já foram instaladas em diversas comunidades, permitindo que o próprio mosquito transporte larvicida para locais de difícil acesso, interrompendo assim seu ciclo de reprodução.
Cerca de 2 mil cestas de alimentos foram distribuídas à população, com previsão de alcançarem 6 mil até junho, em colaboração com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil.
